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Brasil precisa ter paciência com a Argentina, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em Cuzco, no Peru, que o Brasil precisa ter “paciência” em relação aos seus parceiros comerciais no Mercosul, em especial com a Argentina. Lula falou sobre o assunto quando foi questionado – em meio ao encontro que busca firma a união dos países sul-americanos - sobre as pressões do governo argentino para que sejam implementadas barreiras aos produtos brasileiros que estariam prejudicando a economia do país vizinho. “O Brasil é um país que tem a maior economia da América do Sul, a maior economia do Mercosul, possui um parque industrial consolidado e tem que ter paciência, ser mais generoso e não permitir que um problema qualquer do setor econômico cause problemas na relação entre as duas nações.” Na próxima sexta-feira, haverá encontro em Buenos Aires entre representantes dos dois governos para tentar se chegar a um entendimento frente a pedidos recentes do presidente Néstor Kirchner e do ministro da Economia, Roberto Lavagna, para que se imponham restrições à entrada de alguns produtos brasileiros. Ao falar sobre a questão, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também foi conciliador. “Temos que ser diplomatas e negociar da melhor maneira possível. Também temos que entender que a Argentina vive um problema político, já que está saindo de uma crise importante na sua história”, afirmou ele. PMDB Durante os encontros na cúpula que está ocorrendo no Peru, o presidente também falou sobre a crise interna de seu governo com o PMDB. Perguntado sobre a intenção do partido de retirar seus ministros do governo num prazo de 48 horas, Lula afirmou: “Vamos deixar os partidos agirem da forma que eles quiserem agir e na medida em que o governo precisar votar questões importantes (no Congresso Nacional) vai negociar, como é de hábito numa democracia”. Lula disse ainda que não acredita que o partido tomará uma decisão “precipitada”. “Eu entendo que o Brasil entra num ano pré-eleitoral e que os partidos devem ter autonomia para tomar suas ações. A oposição tem o direito de querer que uma eleição (campanha) seja antecipada, mas o governo tem o dever de governar porque para isso foi eleito.” O presidente retorna nesta quinta-feira de manhã – meio-dia em Brasília – para a capital federal. |
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