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Atualizado às: 29 de novembro, 2004 - 11h28 GMT (09h28 Brasília)
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Eleições estão comprometidas em Mosul, diz general
Iraque
O general disse que tropas extras não serão enviadas a Mosul
O comandante das tropas americanas no norte do Iraque disse, em entrevista à BBC, que a violência na região de Mosul pode comprometer as eleições na cidade no dia 30 de janeiro de 2005.

O general Carter Hamm afirmou que as eleições não podem acontecer se a falta de segurança na região continuar como está no momento.

O militar americano descreveu a situação em Mosul como "frágil", afirmando que as autoridades dos Estados Unidos e do Iraque "têm muito trabalho pela frente."

Pelo menos 57 agentes de segurança iraquianos foram mortos em confrontos nos últimos dias na região, e vários postos policiais foram bombardeados.

Desfalque

A nova onda de ataques de insurgentes começou no início de novembro, quando os americanos lideraram ações militares na cidade de Falluja.

A força policial de Mosul está sendo constantemente atacada, e até 75% dos policiais não estariam aparecendo para trabalhar.

O grupo militante liderado pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi afirmou ter sido o responsável pela morte de 17 agentes de segurança, cujos corpos foram encontrados na região no último sábado.

Segundo Hamm, os ataques vêm frustrando as tentativas americanas e iraquianas de levar a democracia à região.

"Sem policiais e militares patrulhando o local não há como garantir a segurança de um ambiente eleitoral", declarou o general.

A comissão eleitoral do Iraque, no entanto, insiste que as eleições devem acontecer no dia 30 de janeiro.

A eleição de uma assembléia provisória vai levar à formulação de uma Constituição para o Iraque. Eleições gerais, que vão eleger um novo governo para o país, devem acontecer no fim de 2005.

O general Hamm insistiu ainda que mais tropas americanas não serão deslocadas para Mosul.

"Nós precisamos de mais forças iraquianas para compensar o desfalque. Mas precisamos mais ainda de serviços de inteligência", disse o general, em referência à necessidade de desmantelar os grupos rebeldes que atuam na região.

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