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Governo do Iraque descarta adiamento de eleições | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo interino do Iraque anunciou neste sábado que os planos para as eleições de janeiro serão mantidos, apesar de pedidos de partidos locais para adiar o pleito. Um porta-voz do primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, disse que ele continua a pedir que toda a população participe da votação. Também neste sábado, a Comissão Eleitoral do Iraque disse que vai avaliar um pedido de vários partidos políticos para que as eleições marcadas para 30 de janeiro sejam adiadas, embora ainda não tenha recebido um pedido oficial para isso. Uma petição assinada por diversos partidos ligados principalmente às parcelas curda e sunita da população propõe o adiamento das eleições por seis meses por causa da violência. No entanto, a parcela xiita dos iraquianos tem insistido que a data inicial seja mantida. O xiitas formam cerca de 60% da população e têm chances de estabelecer a maioria nas eleições parlamentares, que deverão também definir o novo gabinete e um nova Constituição para o país. O vice-primeiro-ministro do Iraque Barham Salih, em visita à Grã-Bretanha, disse que estava preparado para que as eleições sejam realizadas conforme o programado, mas admitiu que a realização das eleições serão um desafio. A violência continuou neste sábado no Iraque. Em Bagdá, duas pessoas morreram depois que uma bomba explodiu durante a passagem de um comboio americano. Homens armados atacaram duas delegacias de polícia e ocuparam a prefeitura da cidade de Al Khalis, a 60km de Bagdá, segundo autoridades locais. Um policial iraquiano e diversos rebeldes ficaram feridos. Em outro incidente no norte de Bagdá, um soldado americano foi morto quando uma bomba explodiu perto do veículo em que ele viajava. Jornalistas Autoridades iraquianas dizem que insurgentes ocuparam um prédio do governo em uma cidade ao norte de Bagdá, mas foram depois retirados por tropas americanas e do governo iraquiano. A explosão foi na cidade de Duluiya, a 90km ao norte da capital. Já na França, o presidente Jacques Chirac disse que o país está celebrando um triste aniversário neste sábado: faz cem dias que dois jornalistas franceses foram seqüestrados no Iraque. Segundo ele, não há qualquer informação nova sobre os jornalistas Christian Chesnot e Georges Malbrunot, mas ele acrescentou que as autoridades estão fazendo todo o possível para que eles sejam libertados. Os dois jornalistas desapareceram em 20 de agosto, quando viajavam para a cidade de Najaf. O motorista do carro deles, um sírio, que tinha sido capturado com eles, foi resgatado em Falluja, há duas semanas. |
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