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Brasileiro morto na Cisjordânia queria voltar ao país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O pai do brasileiro Ghassan Othman Mussa, que foi morto por soldados israelenses em Ramallah, na Cisjordânia, disse que seu filho "queria retornar ao Brasil". Ele disse também que o brasileiro recebeu quase 30 tiros. Ghassan Mussa, o pai, também nega a versão do Exército israelense de que seu filho pertencia a uma facção armada do Fatah, o maior partido político palestino. Segundo Israel, o rapaz brasileiro-palestino, que tinha 22 anos, era procurado por sua participação em ações armadas e reagiu, junto com dois colegas, quando percebeu que poderia ser preso. Seu pai afirma que ele havia saído de casa para comer com os amigos e que estaria jantando dentro do carro quando foi morto. "Ele tomou quase 30 tiros." Mussa diz ainda que seu filho não sabia usar armas e que não estava armado quando foi morto. 'Sua terra' "Ele me disse que o Brasil também era sua terra", conta o pai, afirmando que o rapaz falou do desejo de retornar ao país quando foi ao enterro do presidente palestino Yasser Arafat, no dia 12 de novembro. A embaixada do Brasil em Tel Aviv enviou uma carta formal ao Ministério de Relações Exteriores de Israel pedindo esclarecimentos sobre a morte de Mussa. "Nós ainda não recebemos uma resposta, mas esperamos que sejam divulgados dados oficiais sobre o que ocorreu", disse o embaixador Sérgio Eduardo Moreira de Lima. A família não fez contato com as autoridades brasileiras porque está ainda no período de luto, tradicional entre os palestinos. A última vez que Mussa, o filho, teve contato com a embaixada brasileira foi em 2000, quando pediu para regularizar sua situação com o serviço militar brasileiro. Ele nasceu no Rio Grande do Sul e foi para os territórios palestinos, junto com a família, ainda com dois anos de idade, na década de 80. Para seu pai, é muito difícil agora explicar a morte do filho e tampouco ter esperança no futuro dos palestinos e israelenses. "Ninguém gosta de guerra, mas aqui na Terra Santa está muito difícil." |
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