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Atualizado às: 23 de novembro, 2004 - 09h53 GMT (07h53 Brasília)
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Censo descobre 13 mil novas espécies marinhas
Nova espécie de peixe-escorpião (foto: Bill Eschmeyer e John E. Randall)
Esta nova espécie de peixe-escorpião foi encontrada no Pacífico
Cientistas de mais de 70 países unidos em um projeto para estudo dos animais oceânicos anunciaram que cerca de 13 mil novas espécies de organismos marinhos foram descobertas no último ano.

Os cientistas se uniram no chamado Censo da Vida Marinha, que, além das espécies, também descobriu rotas até agora desconhecidas de migração de alguns animais marinhos, como o atum e o tubarão.

O projeto de dez anos, iniciado no ano 2000, com custo de US$ 1 bilhão, tem como objetivo criar um grande banco de dados sobre as espécies para, assim, facilitar a criação de políticas de conservação e para o setor pesqueiro.

Com as novas espécies encontradas nos últimos 12 meses, o banco de dados tem agora mais de 5,2 bilhões de registros de localização, data e profundidade sobre as espécies encontradas.

Todas essas informações permitiram ao censo construir um mapa completo com a distribuição geográfica de 38 mil espécies, de espécies de plâncton a baleias.

Muito a descobrir

Dados de várias regiões oceânicas ainda não foram compilados. Mas informações vindas só de uma delas, a do Atlântico Central, indicaram a existência de 80 mil espécies.

O total de espécies de peixes marinhos encontradas até agora é de 15.482. Estudiosos acreditam que, até que o censo seja completado, em 2010, esse total chegue a cerca de 20 mil.

Ctenóforo, espécie de invertebrado marinho semelhante à água-viva (foto: Marsch Youngbluth)
Mais de 80 mil espécies foram catalogadas no Atlântico Central

Mas a quantidade de peixes não se compara à de organismos microscópicos. O banco de dados já inclui mais de 6,8 mil espécies de zooplâncton.

Ron O'Dor, o cientista-chefe do censo, disse que tudo que já foi descoberto é apenas um começo.

"Nós sabemos algo sobre (as espécies que habitam) os primeiros 100 metros até agora, mas não sabemos quase nada sobre o que há nas profundezas", disse ele.

"Nossa análise mostra que, se você encontrar um peixe que vive a mais de 2 km de profundidade, a chance de que ele não tenha sido catalogado é maior do que 50%."

Áreas circulares

Algumas espécies são só trazidas à superfície em redes especiais, contadas e catalogadas. Outras recebem mecanismos de rastreamento e têm seus hábitos migratórios estudados.

O resultado do estudo é um quadro da dinâmica da vida marinha, que está começando a surgir.

"Em alguns dos resultados que obtivemos, é possível ver uma área circular que parece concentrar a vida em grandes profundidades", disse Fred Grassle, o presidente do comitê diretor internacional do censo.

"Essas áreas circulares têm 10 km de diâmetro e estão milhares de metros abaixo da superfície."

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