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Países devem saber se defender de dumping chinês, diz Lagos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Chile, Ricardo Lagos, disse que cada país deve ter "regras próprias" para proteger seus empregos e suas economias para eventuais casos de dumping na relação com a China. "Depois disso, o principal é definirmos juntos, Brasil, Argentina, Peru e outros países da América Latina, regras comuns para combater casos de dumping", disse o anfitrião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que foi realizado neste fim de semana em Santiago. Lagos fez as declarações numa entrevista coletiva, na qual fez um balanço da reunião de dois dias com 21 líderes das economias com acesso ao Oceano Pacífico. O evento contou com a presenca de líderes dos Estados Unidos, Japão, China, Canadá, Peru e México, entre outros. "Se a Ásia consumir mais favorecerá nossas economias. Eles vão comer mais soja, mais carne e consumir mais manufaturados. Temos que olhar o mundo como ele é e isso ajudará nossos países." China na OMC Lagos entende que os subsídios agrícolas são outro ponto delicado, mas que o encontro deste fim de semana serviu como avanço para fortalecer a Rodada de Doha, no Catar, dentro das negociações da OMC (Organização Mundial de Comércio). "O importante é ter a China na OMC e que ela avance cada vez mais nessa direção. É melhor ter a China dentro do que fora dos acordos multilaterais", disse. Para Lagos, o encontro deste fim de semana foi fundamental para aproximar a América Latina da Ásia. Ele lembrou que é a primeira vez, por exemplo, que um presidente da Rússia visita a região, incluindo os tempos da ex-União Soviética. "A Apec serviu para colocar a Apec no mapa desses países da Ásia e outras regiões com acesso ao Oceano Pacífico", reiterou. Ele lembrou que a visita de Putin ao Brasil, a partir deste domingo, é outra prova de que a América Latina está despertando interesse. "Que os países da Europa que não nos visitaram venham ver de perto o tanto que também temos a oferecer", destacou. "Espero que a geografia do mundo mude depois desta reunião e que a ligação com os países do Pacífico não se limite ao comércio, mas (se estenda) às questões humanas." Na entrevista, Lagos destacou ainda que, assim como o terrorismo, a corrupção também é um fator que dificulta o comércio entre os países e que a transparência é essencial para que o comércio seja mais livre e justo. O presidenre chileno disse ainda que a globalização deve ser mais justa e que os protestos realizados na cidade contra a Apec fazem parte da democracia. Lagos, porém, condenou os "atos de vandalismo" por parte dos manifestantes. Quando lhe perguntaram sobre as exigências de segurança do presidente americano, George W. Bush, ele respondeu que são necessidades de cada um. Bush embarca nesta madrugada para a Colômbia. Na sua passagem por Santiago, ele foi enfático ao condenar a Coréia do Norte e o Irã pelos seus supostos programas de armas nucleares. |
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