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Bush chega ao Chile para reunião de países do Pacífico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou na noite dessa sexta-feira em Santiago para participar da reunião de cúpula do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês). Trata-se da primeira viagem internacional de Bush após sua reeleição nas eleições de dois de novembro. Um forte esquema de segurança foi montado na capital chilena para a reunião, mobilizando helicópteros e tanques. Até agora houve pelo menos dois alarmes falsos de bomba, que levaram a polícia a se deslocar a diferentes pontos da cidade. Pouco antes do desembarque, um protesto contra a chegada de Bush ao país acabou com dezenas de pessoas presas e feridas. Putin Sete mil pessoas participam do encontro da Apec, cujo objetivo é discutir questões como o combate ao terrorismo e à corrupção e abrir caminho para a liberação do comércio entre os países do bloco até 2020. Pouco antes da chegada de Bush, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou em Santiago. Segundo a imprensa local, ele é o primeiro líder russo a visitar a América Latina. No encontro com o presidente do Chile, o socialista Ricardo Lagos, Putin destacou a importância da relação com o país – a balança comercial dos dois é limitada a US$ 100 milhões – e o interesse da Rússia em se aproximar da região. Por sua vez, o anfitrião, Ricardo Lagos, defendeu uma globalização mais equitativa e regras justas para o comércio, ao falar sobre a importância de fóruns do multilateralismo como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Chile Alguns analistas discordam dos efeitos deste encontro para o Chile - um país que vem melhorando seus indicadores sociais e econômicos e mantém alianças comerciais diretas com, pelo menos, doze países ou grupo de países, como o Mercosul, o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) e a União Européia. Produtor de salmão, cobre e vinhos, o Chile tem gerado polêmica em alguns poucos setores sobre sua política externa. “O Chile não possui uma política externa. Ele faz acordos econômicos e comerciais, nada mais”, criticou Víctor Hugo de la Fuente, do Fórum Social do Chile. Por sua vez, Mario Matus, representante da coordenação da Apec, elogiou a trajetória do país. “O Chile avança como poucos países no mundo. Cresce em tempos de democracia e com ela está conseguindo reduzir diferenças sociais. Por isso, a Apec é uma oportunidade para novas alianças e mais avanços.” O encontro da Apec termina nesse domingo, após dois dias de encontros entre os líderes dos 21 países, incluindo ainda China e Japão, entre outros. |
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