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Protestos contra Bush no Chile acabam com 35 presos e 10 feridos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Terminaram em confusão nesta sexta-feira duas manifestações contra a presença de 21 líderes mundiais, entre os quais o presidente americano, George W. Bush, em Santiago no fim de semana. Eles vão participar da reunião da Apec (Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico). Bush só iria chegar à capital chilena durante a noite, mas foi o principal catalisador do protesto que reuniu 25 mil pessoas no centro da cidade, segundo a polícia chilena. Entre 35 e 100 pessoas foram presas, segundo a imprensa chilena. Outras dez, pelo menos, ficaram feridas e foram hospitalizadas. Gás e água Os confrontos ocorreram no lugar chamado de Parque Bustamante, a poucos minutos do centro de Santiago. Os incidentes começaram quando pedras foram jogadas por manifestantes contra os soldados e os tanques de guerra utilizados no forte esquema de segurança montado com vistas ao encontro. Os soldados chilenos usaram gás lacrimogêneo e jatos de água para tentar conter os mais violentos. A reunião da Apec está levando a Santiago, até domingo, chefes de Estado e de governo dos Estados Unidos, Rússia, China, Japão, Coréia, Malásia, Canadá, Austrália e Peru, entre outros países. O objetivo destes países, que têm em comum o acesso ao Oceano Pacífico, é implementar uma zona de livre comércio até 2020. Juntos, eles reúnem cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Helicópteros Apesar de não ser integrante da Apec, o Brasil mandou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luis Fernando Furlan, como representante. Ele participou do encontro paralelo que reúne 600 empresários de diferentes países e em seguida embarcou de volta ao Brasil, de acordo com a Embaixada do Brasil. O medo de um ataque terrorista é o principal motivo, segundo as forças de segurança chilenas, para o forte esquema de segurança, que praticamente mantém Santiago isolada do restante do país. Os líderes mundiais vão usar helicópteros para se deslocar e, segundo a imprensa chilena, pelo menos 5 mil soldados estão trabalhando nesta sexta-feira, declarado feriado pelo presidente Ricardo Lagos. |
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