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BBC acha novas provas de matanças em Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma equipe de jornalistas da BBC revelou novas evidências de massacres na região de Darfur, no Sudão, onde se estima que 70 mil pessoas já tenham sido mortas. Testemunhas relataram a ocorrência de ataques aéreos realizados pelas Forças Armadas seguidos de ataques por terra perpetrados pela milícia Janjaweed, que apóia o governo sudanês. Quatro valas comuns foram mostradas em um vilarejo aos jornalistas, e moradores disseram que pelo menos 80 crianças foram mortas, assim como muitos adultos. O governo sudanês negou qualquer envolvimento e atribuiu as mortes a rivalidades tribais. Escola “Basicamente encotramos provas chocantes de matanças deliberadas e de ataques contra civis em escalas assustadoras”, disse Hilary Anderson, uma das jornalistas que participaram da apuração. Ela contou que, na cidade de Kidinyir, a equipe contou 80 crianças mortas pela Janjaweed em um ataque a uma escola, além de vários adultos. Sobreviventes relataram, em entrevistas individuais, quais membros de suas famílias foram mortos nos ataques. Um mulher, chamada Hawa, disse que foi estuprada por cinco militantes. Outra, chamada Kalima, disse que um homem de aparência árabe matou o seu filho. “Ele o tirou de mim e o jogou no fogo”, disse ela. Identidade Hikma, uma outra moradora de Kidinyir, afirmou que os Janjaweed gritaram slogans racistas enquanto praticavam o massacre. “Eles ficavam dizendo: ‘Os negros são escravos, os negros são estúpidos’.” “E o que ficou muito claro é que este foi um ataque coordenado entre o governo e a Janjaweed, e o padrão é o mesmo de muitos outros ataque que eu cataloguei”, disse Anderson. A equipe da BBC foi até uma importante base do Janjaweed e observou que os militantes do grupo estavam usando carteiras de identidade militares do governo. O ministro do Exterior do Sudão, Mustapha Osman Ismail, rejeitou acusações de que o governo seja responsável pelos massacres em Darfur. “O governo não iniciou esta guerra. Os rebeldes, que não negam isso, foram quem começou”, disse Ismail. “Trata-se de um conflito tribal.” |
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