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Atualizado às: 10 de novembro, 2004 - 02h01 GMT (00h01 Brasília)
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Darfur: Governo do Sudão e rebeldes fecham acordos
ebeldes do grupo Movimento da Justiça e da Igualdade
Cerca de 1,5 milhão de pessoas já deixaram suas casas devido à violência em Darfur
Depois de semanas de negociações, o governo do Sudão e os líderes rebeldes de Darfur – uma área no oeste do país – assinaram dois acordos com o objetivo de acabar com a crise na região.
Em um dos acordos, que trata de temas de segurança, o governo sudanês cedeu à pressão internacional e aceitou a proibição de vôos militares no espaço aéreo de Darfur.

O outro acordo busca especificamente facilitar o envio de ajuda humanitária a Darfur, onde 70 mil pessoas já morreram desde o início do conflito.

O entendimento foi alcançado depois de alertas das agências de ajuda humanitária, que dizem que a deterioração da segurança está prejudicando os esforços de assistência aos refugiados na região.

”Esperança”

Observadores disseram que os acordos representaram um avanço significativo no processo de paz em Darfur, onde mais de 20 meses de conflito envolvendo grupos rebeldes e forças do governo já levaram cerca de 1,5 milhão de pessoas a deixar suas casas.

"É realmente um momento histórico", disse o porta-voz do governo do Sudão, Ibrahim Mohammed Ibrahim, depois da assinatura dos acordos, segundo a agência Associated Press.

"Temos esperança de que esse será o primeiro estágio na direção da melhora da situação na área", disse, por sua vez, Ahmed Hussein Adam, do grupo rebelde Movimento da Justiça e da Igualdade (JEM, na sigla em inglês).

Na semana passada, a ONU alertou para a anarquia em Darfur, onde cerca de 1,6 milhão de pessoas fugiram de suas casas nessa guerra de 21 meses.

"Áreas proibidas"

Choques entre governo e rebeldes fizeram com que grandes regiões de Darfur sejam agora "áreas proibidas", o que impede a distribuição de alimentos para os quase 200 mil refugiados, diz o Programa Mundial de Alimentação, da ONU.

Mas o ministro de Assuntos Humanos do Sudão, Ibrahim Mahmoud Hamid, disse que a situação na região de conflito foi exagerada pela comunidade internacional.

"Mais de 270 mil voltaram para suas casas", disse ele. "Acreditamos que isso é um bom sinal e um indicador da melhora da situação em Darfur."

Representantes da ONU chegaram ao Sudão na segunda-feira para investigar alegações de genocídio, termo usado por Powell em setembro para descrever as mortes em Darfur.

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nos dias 17 e 18 deste mês para discutir a situação na região.

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