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Eleições rápidas 'dependem de Israel e EUA' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Para políticos e analistas palestinos, a liderança que está substituindo Yasser Arafat só conseguirá realizar eleições nos territórios ocupados rapidamente se contar com a colaboração israelense e o apoio americano. Segundo a Lei Básica da Autoridade Palestina (AP), no caso da morte do presidente, o presidente do Conselho Legislativo Palestino (CLP) assume o posto e deve convocar eleições em 60 dias. No dia 15 de novembro, o presidente interino Rawhi Fattuh, que assumiu o cargo no lugar de Arafat, anunciou que as eleições deverão ocorreu no dia 9 de janeiro. "Chegamos ao acordo de que a lei será respeitada", disse Yasser Abed Rabbo, membro do comitê-executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ocupação O problema para os palestinos é que a realização de eleições não depende apenas deles. A única vez em que os palestinos tiveram uma eleição geral foi em 1996, quando Arafat e os membros do CLP foram eleitos. A diferença é que, naquele período, boa parte dos territórios palestinos estava sob o controle dos palestinos e o único problema ocorreu em Jerusalém, onde o controle era israelense e a eleição teve que ser feita pelo correio. "Israel sempre colocou obstáculos para a realização de eleições nos territórios ocupados. Nós tínhamos eleições previstas para 2003, mas elas tiveram que ser adiadas porque não havia condições para realizá-las", diz Nabil Kassis, ex-ministro do Planejamento e atual diretor da Universidade de Berzeit. Com o atual controle imposto por Israel na Cisjordânia, os palestinos acreditam que não haveria mobilidade suficiente nem de candidatos nem de eleitores para realizar um pleito. A possibilidade de ocupação das cidades palestinas a qualquer momento por Israel é outro agravante. Disposição "Israel terá que facilitar as eleições para que elas ocorram", diz o cientista político Said Zeedini. Do lado palestino reina a desconfiança em relação à attitude do governo Israelense. "Acho muito difícil que as eleições possam ocorrer rapidamente", diz Abdallah Abu Eid, professor e especialista em leis palestinas. Para Abu Eid, a complexidade da realidade palestina atual pode ser usada pelos novos líderes para justificar o adiamento das eleições e a determinação de um novo presidente. Há palestinos mais otimistas, principalmente com a perspectiva de que a pressão do governo americano possa levar Israel a colabora com as eleições. No entanto, nem mesmo o presidente da Comissão Central Eleitoral, Ammar Dwaik, diz saber o que vai ocorrer. "Nós não sabemos o que eles farão. Agora precisamos ver o que vai acontecer." |
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