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Atualizado às: 05 de novembro, 2004 - 23h00 GMT (20h00 Brasília)
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Tomada de reféns no Irã em 79 não foi planejada, diz seqüestrador
Cena da crise dos reféns americanos em 1979
Cena da crise dos reféns americanos em 1979
Nesta quinta-feira, foram completados 25 anos do início da crise dos reféns americanos no Irã.

No dia 4 de novembro de 1979, centenas de estudantes islâmicos tomaram de assalto a embaixada americana em Teerã, mantendo 52 pessoas como reféns pelos próximos 444 dias.

Para marcar a data, o serviço persa da BBC entrevistou um dos seqüestradores e um dos reféns envolvidos na crise.

Leia abaixo a entrevista com Ebrahin Asgharzadeh, hoje com 49 anos, um dos organizadores da tomada da embaixada, que em seguida foi eleito deputado, perdeu o mandato e hoje é secretário-geral do Partido da Unidade, no Irã.

BBC - Como foi planejada a operação para tomar a embaixada e fazer reféns de seus funcionários?

Ebrahin Asgharzadeh - Nós não tínhamos um plano calculado e preciso para tomar a embaixada e nem para fazer reféns.

Ebrahin Asgharzadeh
Ebrahin Asgharzadeh

Éramos apenas um grupo de estudantes que queria fazer um protesto.

Para julgar o que ocorreu, é preciso levar em consideração o contexto daqueles dias, que eram cheios de tensão. Nos tempos da Guerra Fria, havia uma grande competição entre dois campos políticos no mundo.

BBC - Não lhes pareceu desumano fazer reféns?

Asgharzadeh - Não estava nos nossos planos fazer reféns. Não achávamos que nosso movimento iria se transformar em um longo período de manutenção de reféns que duraria 444 dias.

BBC – Qual era o seu objetivo ao tomar a embaixada?

Asgharzadeh - Não havíamos planejado nem os detalhes da ação, nem pensado nas implicações. Apenas queríamos fazer o mundo ouvir os nossos protestos.

Nossa única preocupação era que a ação fosse sofrer a oposição do líder da Revolução Islâmica (o aiatolá Ruhollah Khomeini), mas, quando assumimos o poder na embaixada, tudo mudou no espaço de poucas horas.

O líder nos apoiou e muitas pessoas vieram até a embaixada para expressar o seu apoio, de modo que os eventos seguintes escaparam do nosso controle.

Não tivemos escolha a não ser permanecer na embaixada e cuidar dos reféns.

Como vocês trataram os reféns?

Asgharzadeh - Não havíamos pensado na melhor forma de cuidar dos reféns.

Nosso grupo contava com entre 300 e 350 estudantes e tínhamos recursos muito limitados.

Não agimos profissionalmente, e alguns dos funcionários da embaixada conseguiram fugir pela porta dos fundos.

Não nos decidimos nem mesmo sobre vendar os olhos deles.

Acho que eles mesmos notaram que não tínhamos planos de capturá-los. Tentamos tratá-los de forma humana. Mas não há dúvida de que houve muita pressão psicológica sobre eles.

Como o sr. vê esta ação hoje em dia?

Asgharzadeh - Depois de toda revolução, há algumas ações extremistas. A Revolução Islâmica agora chegou à estabilidade, e este tipo de comportamento não deve se repetir no futuro.

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