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Blair pede que europeus aceitem reeleição de Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, fez um apelo para que os líderes europeus despertem de seu "estado de negação" e aceitem a reeleição do presidente americano, George W. Bush. "Os Estados Unidos falaram. O resto do mundo deve ouví-los", afirmou Blair em uma entrevista ao jornal britânico The Times. Para o primeiro-ministro e aliado mais próximo de Bush, algumas pessoas estão em uma "espécie de estado de negação", mas o líder britânico prevê um "clima mais receptivo" para o futuro próximo. Blair admitiu ter ido dormir às 22h30 de quarta-feira – ou seja, bem antes do fechamento das urnas – pensando que o senador John Kerry poderia vencer as eleições. Na entrevista, o primeiro-ministro reconheceu só ter ficado sabendo da vitória de Bush ao acordar às 5h30 de quinta-feira, mas se recusou a dizer ao Times se ficou satisfeito com o resultado. Bruxelas Blair está em Bruxelas para uma reunião de cúpula de dois dias da União Européia (UE). Ainda na entrevista ao jornal britânico, o primeiro-ministro disse que os Estados Unidos também precisam aprender a ouvir o resto do mundo. "O fato é que o presidente Bush vai continuar no poder por mais quatro anos. Ele está lá porque o povo americano o escolheu", afirmou Blair. O líder britânico fez questão de deixar claro que vai assumir o papel de conciliador entre os dois continentes. Para Blair, a Grã-Bretanha está "em uma posição única" para preparar o terreno comum por causa da sua forte relação com os Estados Unidos. A entrevista ao Times foi concedida pouco antes de Blair embarcar para o encontro em Bruxelas, em que devem ser discutidos temas como a proposta de asilo de cinco anos e planos de imigração. |
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