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Atualizado às: 04 de novembro, 2004 - 03h58 GMT (00h58 Brasília)
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Bush diz que se aproximará mais da América Latina
George W. Bush e sua esposa, Laura
Bush seria menos protecionista quanto às negociações comerciais
O presidente americano, George W. Bush, disse que quer uma relação mais próxima com a América Latina durante seu segundo mandato na Casa Branca.

A afirmação foi feita durante uma conversa por telefone com o presidente do México, Vicente Fox. Os dois líderes concordaram que é preciso resolver problemas comuns entre os dois países, como imigração e crime organizado.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, comentou que a América Latina espera "respeito e solidariedade" do governo Bush nos próximos quatro anos.

O governo da Venezuela disse esperar que seu relacionamento com os Estados Unidos melhore, enquanto Cuba demonstrou desinteresse dizendo que não estaria preocupada com a reeleição de Bush.

Segundo o correspondente da BBC no Brasil, Steve Kingstone, enquanto muitas pessoas na América Latina consideram os Estados Unidos como um intimidador, seus governos preferem Bush por ser menos protecionista quanto às negociações comerciais.

Cooperação

Líderes de todo o mundo comentaram a reeleição do presidente americano George W. Bush.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que a reeleição acontece em um momento crucial, "em que o mundo está divido e necessitando de união".

"A necessidade de revitalizar o processo de paz no Oriente Médio é, atualmente, o maior desafio mundial."

Um auxiliar de Yasser Arafat disse que o líder palestino congratulou Bush e declarou esperar que seu novo mandato ajude a impulsionar o plano de paz para a região. O presidente egípcio, Hosni Mubarak, fez apelo semelhante.

O presidente francês, Jacques Chirac, parabenizou Bush e ressaltou a necessidade de um melhor diálogo entre as duas nações.

Desde a guerra do Iraque, a relação entre a França e os Estados Unidos ficou estremecida por causa da oposição francesa à invasão defendida pelos americanos.

"A única maneira de encontrarmos soluções para os inúmeros desafios atuais é com uma parceria transatlântica forte", disse Chirac.

Outro país que teve problemas de relacionamento com os Estados Unidos por causa da guerra do Iraque, a Alemanha, também reforçou a necessidade de colaboração.

Dirigindo-se a Bush, o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, disse que "o mundo enfrenta grandes desafios no início do seu segundo mandato: terrorismo internacional, o perigo das armas de destruição em massa e crises regionais, mas também pobreza, mudança climática e epidemias".

"Eles devem ser enfrentados conjuntamente."

O presidente chinês Hu Jintao lembrou o grande número de interesses comuns compartilhados pelos dois países.

Aliado próximo de Bush na guerra contra o terror, o presidente russo Vladimir Putin disse estar convencido de que o líder da rede Al-Qaeda Osama Bin Laden tentou "impedir a sua reeleição".

Falando antes da eleição ser definida, Putin disse que "se Bush vencer, vou apreciar o fato de que o povo americano não se deixou dominar pelo medo e tomou a decisão correta".

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