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Embaixador brasileiro espera redução do protecionismo nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador brasileiro em Washington, Roberto Abdenur, disse nesta quinta-feira à BBC Brasil esperar que o segundo mandato de George W. Bush apresente uma redução no protecionismo comercial americano. "O governo Bush tem uma postura básica pró-livre comércio. Infelizmente, o primeiro governo Bush aumentou os subsídios agrícolas e os casos de medidas protecionistas", afirmou Abdenur. "Eu espero que no segundo mandato haja uma diminuição do protecionismo americano." Essa mudança, no entanto, não deverá ser radical e deve se dar dentro dos processos de negociação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), segundo o embaixador. "Acho que vai haver uma evolução natural nas conversas sobre a Alca, que ficaram paradas nos últimos três meses por causa, primeiro das negociações na OMC, e depois por causa das eleições nos Estados Unidos", prevê Abdenur. Apesar de destacar a importância da Alca, o diplomata acredita que a prioridade brasileira nos próximos meses será completar as negociações na OMC. Fatia pequena Essas negociações comerciais ajudariam o Brasil a ganhar espaço no mercado consumidor americano, mas Abdenur reconhece que historicamente o governo e a iniciativa privada brasileiros não souberam tirar proveito das brechas tributárias que o mercado americano oferece em alguns setores. "Há várias áreas em que as tarifas de importação americanas são extremamente baixas e até zero, mas nós não aproveitamos isso", explica o diplomata. Para ele, essas são as razões principais para o Brasil deter uma fatia de apenas US$ 16 bilhões em um mercado de quase US$ 1,5 trilhão por ano. "Eu acho lamentável que o Brasil tenha apenas 1% do mercado americano. Nós temos que fazer o nosso dever de casa e ganhar competitividade para sermos mais atuantes no maior mercado do mundo", disse Abdenur. O embaixador também disse à BBC Brasil que o país "não está preocupado" com possíveis mudanças na cúpula de Bush. Um dos nomes que vem sendo citado como possível baixa no segundo mandato de Bush é o representante para o Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick. Zoellick e o ministro brasileiro do Exterior, Celso Amorim, chegaram a trocar farpas em várias ocasiões, embora em outras tenham tentado também demonstrar um bom relacionamento. Abdenur afirma que qualquer que seja o substituto de Zoellick, as negociações comerciais não devem sofrer abalos. "Claro que a questão individual faz diferença, mas tenho certeza de que vamos conversar bem", completou Abdenur. |
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