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Atualizado às: 12 de outubro, 2004 - 16h12 GMT (13h12 Brasília)
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Paraguai terá banco de pele para vítimas de queimaduras

Incêndio em supermercado de Assunção matou quase 400
Britânicos ajudam médicos paraguaios a tratar queimaduras
O Paraguai pode se tornar um centro regional de abastecimento de pele humana graças a um projeto apoiado por dois cientistas britânicos especialistas em cultura de células e reconstrução da pele após queimaduras.

Harshad Navsaria, pesquisador de engenheria de células e tecidos da Escola de Medicina de Bart, da Universidade de Londres, e seu colega Simon Myers, diretor do Centro da Queimadura de Chelsea e Westminster, estão no Paraguai assessorando os médicos locais.

O país viveu uma tragédia em agosto, quando um incêndio em um supermercado matou quase 400 pessoas e deixou mais de cem feridos com queimaduras.

Um dos problemas para os médicos após o incidente foi a ausência de pele alógena para cobrir as feridas em um primeiro momento.

Demora

O banco de pele mais perto de Assunção fica em Buenos Aires, mas não tinha pele suficiente disponível.

Os Estados Unidos doaram a pele alógena necessária, mas um tempo importante para a recuperação das vítimas foi perdido.

"A experiência mostra que é preciso eliminar os tecidos queimados o antes possível, idealmente nos primeiros dias após a queimadura", disse Myers.

"Isso significa que é preciso fechar as feridas com alguma coisa, mesmo que seja temporariamente", acrescenta o médico.

"A maioria dos pacientes queimados morrem por perda de fluidos ou infecção. A eliminação dos tecidos queimados ajuda a evitar essas complicações."

Técnicas

As técnicas desenvolvidas por Myers e Navsaria passaram a ser aplicadas em pacientes nos últimos anos.

Navsaria faz experimentos de cultivo de pele dos próprios pacientes. Trata-se de uma rede de células que se enxerta sobre as feridas, com resultados surpreendentes.

"Se você me der um pedaço de pele do tamanho de um selo, poderei cultivar pele suficiente para cobrir todo o corpo humano em três ou quatro semanas", conta. "E como as células são do próprio paciente, a rejeição é de 0%."

Os especialistas britânicos dizem que os custos de manutenção de um laboratório para o cultivo de pele são baixos. Mas uma pele nova pode custar caro.

Um centímetro quadrado de pele custa entre US$ 1 e US$ 2. Como uma pessoa precisa de 1,5 metro a 2 metros de pele, o custo para cobri-la pode sair entre US$ 15 mil e US$ 30 mil.

Fontes da embaixada britânica dizem que já existe uma parte da equipe necessária para que o projeto do banco de pele do Paraguai ganhe forma definitiva.

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