|
Paraguai investiga denúncia de que vítimas de fogo foram trancadas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Paraguai pediu a abertura de um inquérito para investigar as denúncias de que as portas de um hipermercado de Assunção tenham sido fechadas por ordem do proprietário do local durante incêndio que matou mais de 300 pessoas no domingo. Juan Pío Pavía negou veementemente as acusações de que teria dado a ordem para evitar que as pessoas saíssem do local sem pagar suas compras ou para impedir que houvessem saques. O empresário se entregou às autoridades, depois de ser acusado dos crimes de "homicídio culposo, lesão grave e outros atos puníveis". O presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, decretou luto oficial de três dias e pediu uma revisão dos planos de emergência do país, depois que os serviços de resgate se mostraram sobrecarregados para socorrer as vítimas. Explosões O fogo começou por volta do meio-dia do domingo, na praça de alimentação adjacente ao hipermercado, localizado na periferia de Assunção. Uma série de explosões no sistema de distribuição de gás derrubou o teto enquanto as chamas se espalharam pelo local, que estava lotado. As equipes de resgate ainda estão buscando corpos, enquanto parentes das vítimas estão no local para ajudar na identificação. O ministro da Saúde paraguaio, Julio César Velázquez, confirmou as versões de diversas testemunhas, que afirmaram que as portas do hipermercado estavam fechadas, e acusou a diretoria do local. O chefe da polícia nacional, Humberto Núñez, também confirmou o depoimento das testemunhas. "Quando os bombeiros chegaram, até o principal portão de acesso estava fechado", disse ele à agência de notícias Reuters. Crianças carbonizadas Segundo a correspondente da BBC no Paraguai, Andrea Machain, diante do pânico causado pelas explosões causadas pelas explosões e pelas chamas, algumas pessoas que estavam fora do prédio começaram a quebrar vidraças com pedras e pedaços de madeira para ajudar os outros a sair. Ainda de acordo com Machain, os serviços de emergência responderam com rapidez, mas enfrentaram problemas de infra-estrutura: a única boca de saída de água para os bombeiros demorou uma hora e meia para começar a funcionar. "Uma das cenas mais dramáticas que vimos foi a dos corpos carbonizados de três crianças abraçadas, dentro de uma caminhonete usada para o resgate", afirmou a correspondente. Vários países da região se ofereceram a ajudar as autoridades paraguaias com equipamentos e alimentos para ajudar os sobreviventes. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||