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Atualizado às: 03 de agosto, 2004 - 14h33 GMT (11h33 Brasília)
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Promotoria pede prisão de donos de supermercado no Paraguai
Funcionários municipais carregam corpos das vítimas
A segunda-feira foi marcada por dezenas de funerais na capital
A promotoria do Paraguai pediu nesta terça-feira a prisão preventiva dos donos do supermercado que foi destruído por um incêndio no domingo, deixando mais de 360 mortos até o momento.

O principal acionista da empresa, Juan Pío Paiva, seu filho Daniel e outros quatro empregados foram acusados de homicídio doloso pelos promotores, que também pediram o congelamento dos bens da empresa.

O pedido de prisão preventiva foi baseado em vários depoimentos, em que testemunhas afirmaram que, depois do alarme de incêndio, guardas trancaram as portas do estabelecimento para evitar saques e que os clientes fugissem sem pagar.

Enquanto a Justiça paraguaia continua ouvindo testemunhas, Paiva negou, em entrevista coletiva, que tenha dado ordens para que as portas fossem trancadas.

"A empresa tem um seguro contra vandalismo. Não é lógico que diante de um incêndio dessa magnitude os guardas tranquem as portas", disse Paiva, segundo a agência de notícias Reuters.

Mais mortos

A última recontagem das vítimas ficou em 365 mortos, segundo informações prestadas pelo comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários do Paraguai, Carlos Torres, à agência de notícias EFE.

No entanto, o número de mortos pode ser ainda maior, já que há mais de 271 vítimas internadas, algumas em estado grave.

O presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, declarou estado de emergência na cidade de Assunção.

Com isso, os centros médicos privados são obrigados a atender o público. A decisão também facilita a execução de medidas extraordinárias para articular a ajuda que continua chegando dos países vizinhos.

Na segunda-feira, Frutos também decretou luto oficial de três dias e pediu uma revisão dos planos de emergência do país, depois que os serviços de resgate se mostraram sobrecarregados para socorrer as vítimas.

O fogo começou por volta do meio-dia do domingo, na praça de alimentação adjacente ao hipermercado, localizado na periferia de Assunção.

Uma série de explosões no sistema de distribuição de gás derrubou o teto enquanto as chamas se espalharam pelo local, que estava lotado.

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