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Papa substitui bispo após escândalo sexual na Áustria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa João Paulo 2º aceitou a renúncia de um bispo austríaco que é o pivô de um escândalo de sexo e pornografia infantil em um seminário. Kurt Krenn, de 68 anos, era o bispo responsável pelo seminário em que investigadores encontraram grande quantidade de imagens obscenas, muitas delas envolvendo crianças. O bispo disse à imprensa ter deixado o cargo voluntariamente e não em razão de pressões do Vaticano. O papa indicou outro bispo austríaco para substitui-lo. Fotos Krenn comandava o seminário situado a 80 km de Viena e identificado por uma revista austríaca neste ano como um centro de atividades homossexuais. A revista publicou fotos de estudantes seminaristas e seus professores trocando carícias. A polícia confiscou computadores no local que tinham material pornográfico e abriu processo contra um dos estudantes por baixar pornografia infantil da internet. O reitor do seminário e seu assistente pediram demissão, e o estabelecimento foi fechado. O bispo Krenn inicialmente minimizou o caso, afirmando se tratar de uma "travessura infantil". Diante de um crescente êxodo de fiéis na Áustria, o Vaticano reagiu com muito mais vigor do que havia feito em escândalos semelhantes ocorridos com padres católicos dos Estados Unidos. Uma semana após a descoberta do caso, Klaus Kueng – um bispo de confiança na Áustria – recebeu do papa a tarefa de realizar uma investigação. Integrante do movimento conservador católico Opus Dei, Kueng substituiu o bispo Krenn. |
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