BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 06 de outubro, 2004 - 13h17 GMT (10h17 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Rota de 'O Código Da Vinci' vira fenômeno turístico em Paris

Pirâmide do Louvre
Pirâmide do Louvre teria 666 placas, o número do diabo
O sucesso editorial O Código Da Vinci, que já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo, se tornou também um fenômeno turístico em Paris.

Uma das modas na cidade agora é visitar os lugares mencionados no livro do norte-americano Dan Brown.

Algumas agências oferecem passeios no Louvre e em outros locais descritos em O Código Da Vinci por 110 euros (cerca de R$ 400).

O percurso turístico-literário se inicia normalmente na ala Dénon do museu do Louvre, onde está o quadro da Mona Lisa, pintado pelo italiano Leonardo da Vinci no início do século 16.

A mulher de sorriso enigmático sempre atraiu milhões de visitantes ao museu, mas, desde o lançamento de O Código Da Vinci, ela se tornou ainda mais popular.

Até mesmo os parisienses que já haviam visto o quadro retornam ao Louvre para observá-lo de perto e verificar as informações contidas no livro.

Papel central

A Mona Lisa tem um papel central na trama. De acordo com a obra de Dan Brown, o pintor Leonardo da Vinci seria um dos membros da seita secreta Priorado de Sião, detentora do segredo de que Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido filhos. Os descendentes de Jesus, segundo o livro, viveriam até hoje na França.

Leonardo da Vinci teria deixado vazar o segredo, colocando em suas telas pistas do papel que Maria Madalena teria realmente tido na religião católica.

O Código Da Vinci, que questiona a divindade de Jesus, começa justamente com um assassinato no museu do Louvre. O passeio continua pela pirâmide do Louvre, que teria, segundo o livro, 666 placas de vidro, o número do diabo.

Esse número teria sido um pedido expresso do ex-presidente François Mitterrand, que mandou construir a pirâmide.

Por causa da polêmica em relação às informções do livro, o arquiteto sino-americano responsável pelo projeto, Pei, teve de declarar recentemente que a pirâmide tem "menos de 700 placas de vidro", mas não deu seu número exato.

Saint-Sulpice

Depois de passar pelo Louvre, os turistas atravessam para a margem esquerda do rio Sena, onde se situa outro monumento importante no livro: a igreja Saint-Sulpice, que teria sido o quartel-general da seita Priorado de Sião.

Seus membros detinham o segredo de que Jesus teria sido um "mero" mortal e que sua santidade foi construída ao longo dos séculos para justificar o poder da Igreja Católica.

Desde o lançamento do livro, a igreja de estilo romano, fundada no século 12, passou a receber muito mais visitantes: 20 mil apenas neste último verão francês.

O pároco da igreja de Saint-Sulpice teve de colocar um cartaz para explicar aos leitores que as informações do livro em relação ao local são falsas.

"A linha meridiana em latão que atravessa o solo da igreja não é o vestígio de um templo pagão", diz o cartaz. "Contrariamente às alegações fantasiosas de um romance, ela nunca foi chamada de linha rosa e não coincide com o meridiano do Observatório de Paris. A única maneira de dar um sentido religioso a esse instrumento de astronomia é reconhecer em Deus o Criador e o Senhor do Tempo".

Escrita em inglês e francês, a placa diz ainda que "as letras P e S nas duas janelas circulares, situadas nas duas extremidades do transepto, se referem a São Pedro e São Sulpice, que são os dois padroeiros da igreja, e não a um Priorado de Sião perfeitamente imaginário". Muitos turistas fotografam e filmam a placa.

'Fascinante'

Em apenas alguns minutos ao lado desse cartaz, situado onde está o obelisco, o chamado "Gnomon Astronomique", de onde sai a linha meridiana em latão que atravessa o solo da Saint-Sulpice, a reportagem da BBC Brasil encontrou alguns desses turistas.

A americana Katie Waiter viaja com um grupo de amigos pela Europa e aproveitou para visitar os locais mencionados no Código Da Vinci. Após ter conhecido a Abadia de Westminster e a National Gallery, em Londres, ela veio a Paris.

"Nunca tinha ouvido falar na linha rosa e ver esse meridiano na igreja é fascinante", diz ela. "Mesmo que as informações não sejam verdadeiras, como alegam os padres da Saint-Sulpice nesse cartaz, isso não tira o prazer de descobrir o monumento", diz ela.

"Estamos nos divertindo com a visita desses lugares descritos em O Código da Vinci", diz ela. Depois de Paris, Katie irá a Milão ver A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. "Viríamos para a Europa de férias, mas é certo que grande parte do nosso roteiro foi fixado em razão do livro", afirma.

Como no Brasil, O Código da Vinci também é sucesso de vendas na França. Mais de 500 mil exemplares já foram vendidos no país desde seu lançamento, em abril.

MadonnaMundo Pop
Christie's leiloa objetos de Madonna, Elvis e outros astros.
Marla OlmsteadArtista prodígio
Menina de 4 anos é comparada a Pollock e Kandinsky.
Heróis
Veja as melhores fotos de internautas sobre o tema.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade