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Atualizado às: 22 de setembro, 2004 - 20h04 GMT (17h04 Brasília)
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Unctad prevê mais investimentos na América Latina
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Fluxo de IDEs no Brasil caiu 39% no ano passado, segundo a Unctad
Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) prevê aumento dos fluxos de investimentos para a América Latina em 2004 e 2005.

"Os fluxos de Investimentos Diretos Estrangeiros para os países latino-americanos devem crescer em 2004, revertendo, dessa forma, a recente tendência de queda", prevê Karl Sauvant, diretor da Divisão de Investimento da Unctad.

A previsão da Unctad foi feita a partir da expectativa dos executivos das maiores empresas multinacionais do mundo.

De acordo com o relatório anual de investimento global da agência, a previsão de aumento reflete a esperada recuperação do crescimento econômico na região.

"A longo prazo, as perspectivas para aumento dos fluxos de investimento dependem, em certa medida, de os países atacarem as fraquezas estruturais e criarem condições para atrair novos tipos de investimento direto estrangeiro, tendo em vista a crescente competição com outros países, especialmente da Ásia", diz a Unctad.

Ranking

O relatório da Unctad, divulgado nesta quarta-feira, afirma que os IDEs caíram no ano passado de forma geral, embora tenham crescido 9% em países em desenvolvimento.

O crescimento de IDEs para países em desenvolvimento, no entanto, não foi uniforme e houve queda na entrada desses recursos na América Latina pelo terceiro ano consecutivo.

Os investimentos diretos na América Latina caíram 3% no ano passado, chegando a US$ 50 bilhões, o nível mais baixo desde 1995, segundo o estudo.

O Brasil aparece em segundo lugar na região, atrás do México, que recebeu US$ 10,8 bilhões em IDEs no ano passado.

Segundo a Unctad, a entrada de investimentos diretos no Brasil caiu 39%, de US$ 16,6 bilhões em 2002 para 10,1 bilhões em 2003.

O relatório diz que um dos principais motivos para a queda nos fluxos de investimentos diretos na América Latina foi o fim do ciclo das privatizações, especialmente no México e no Brasil, os dois maiores recipientes desse tipo de recurso na região.

Em 2004, no entanto, a Unctad espera que esses investimentos se recuperem no mundo todo, incluindo a América Latina, graças à melhora da atividade econômica.

Multinacionais

O relatório da Unctad afirma ainda que a participação de investimentos de empresas multinacionais de países em desenvolvimento está aumentando.

Na América Latina e nas demais regiões em desenvolvimento, os Ivestimentos Dretos Etrangeiros de multinacionais regionais estão crescendo de forma mais rápida do que aqueles de países desenvolvidos.

Das dez maiores empresas não-financeiras latino-americanas com investimentos externos entre as 50 maiores de todos os países em desenvolvimento, três são baseadas no Brasil e seis no México, segundo o estudo.

A Petrobras é a segunda maior transnacional da região e a 17ª na lista mundial das empresas de países em desenvolvimento preparada pela Unctad. A primeira é a mexicana Cemex.

A Companhia Vale do Rio Doce é a terceira na América Latina e a 21ª no ranking mundial. E a Metalúrgica Gerdau é a 4ª na região e a 22ª no mundo em desenvolvimento.

No ranking da Unctad dos países em desenvolvimento que são investidores externos, o Brasil aparece em 8º lugar, atrás de Cingapura, Hong Kong, Taiwan, Chile, Malásia, Índia e China.

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