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Brasil será 6º país que mais deve atrair investimento em inovação, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil será o sexto país mais atraente para investimentos de empresas multinacionais em inovação científica nos próximos três anos, segundo pesquisa feita pela empresa britânica Economist Intelligence Unit (EIU), mas deverá ficar atrás ainda da China e da Índia. A pesquisa foi feita com 104 executivos de alto escalão, 11% dos quais incluíram o Brasil entre os três países prioritários para gastos em inovação por suas empresas. Entre os mercados emergentes, o Brasil ficou em terceiro lugar, atrás da China (líder da classificação geral) e da Índia (terceiro lugar). Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, a Grã-Bretanha ficou em quarto, e a Alemanha, em quinto. Um dos motivos para o Brasil estar em sexto lugar na lista, segundo o relatório, pode ser a concessão de incentivos pelo governo a investimentos na área, aliada a uma mão-de-obra barata e razoavelmente educada. "No Brasil, você tem que pagar um alto imposto de importação nos produtos que vende lá, a não ser que você faça pesquisa e desenvolvimento no país", citou como exemplo Hakan Djuphammar, um alto executivo da Eriksson ouvido pela EIU. Mercado De acordo com a pesquisa, 52% das empresas ouvidas planejam aumentar seus gastos com pesquisa e desenvolvimento em outros países nos próximos três anos, enquanto 38% pretendem manter os níveis atuais de investimento.
Sete em cada dez empresas ouvidas já empregam cientistas fora de seus países de origem. O principal motivo dos investimentos no exterior, segundo o documento, é a busca de trabalho qualificado. O acesso aos profissionais mais talentosos é apontado por 70% dos entrevistados como um fator fundamental para investir em pesquisa e desenvolvimento em nível global. "Excetuando a proteção da propriedade intelectual, a qualidade do sistema de educação de um país é o fator mais crítico quando empresas avaliam países como destinos para investimento em pesquisa e desenvolvimento", afirma o estudo. Outro fator é o tamanho dos mercados domésticos dos países onde os investimentos são feitos. A pesquisa aponta que os países em desenvolvimento estão subindo a ladeira no que diz respeito às prioridades das empresas na hora de investir em ciência e tecnologia. No momento, diz o documento, a ênfase dos investimentos nos mercados emergentes é no desenvolvimento de produtos, mas a pesquisa básica está ganhando força. Mas o documento também afirma que a questão da propriedade intelectual, especialmente problemática nos países em desenvolvimento, é uma das principais causas de preocupações entre os executivos responsáveis pela área. Entre os entrevistados, 84% afirmaram que a proteção da propriedade intelectual segue sendo um importante desafio para os países que querem receber mais investimentos em pesquisa. |
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