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Brasil é citado em lista sobre drogas nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil voltou a ser citado na lista enviada anualmente pelo presidente dos Estados Unidos ao Congresso do país, relacionando os países com maior produção ou trânsito de drogas destinadas ao consumo americano. A lista inclui 21 países além do Brasil: Afeganistão, Bahamas, Bolívia, China, Colômbia, Equador, Guatemala, Haiti, Índia, Jamaica, Laos, México, Myanmar (antiga Birmânia), Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Venezuela e Vietnã. No relatório do Departamento de Estado usado pela Casa Branca para elaborar a lista, o Brasil é identificado como um país “com grande trânsito de drogas para a Europa e, em menor medida, para os Estados Unidos”. “O Brasil continua a cooperar com seus vizinhos sul-americanos no controle das fronteiras remotas, por onde passam as drogas”, dizia o relatório, que foi divulgado em março deste ano. O governo americano explicou em uma nota que a “presença de um país na lista não reflete, necessariamente, uma avaliação negativa a respeito dos esforços contra as drogas de um país ou a respeito de seu grau de colaboração com os Estados Unidos”. Sanções A legislação americana só prevê sanções se algum dos países da lista não tomar medidas significativas – de acordo com o julgamento do governo americano – contra a produção e o tráfico internacional de drogas. Este ano, Myanmar entrou nesta segunda categoria. Segundo os americanos, o país no sudeste asiático é atualmente o maior produtor de ópio do mundo. A lei exige que o governo corte parte da ajuda financeira americana para o país e vote contra a concessão de financiamentos em instituições internacionais. Os Estados Unidos consideram que, no sudeste asiático, o país que mais evoluiu no combate às drogas foi a Tailândia. O país foi o único que saiu, este ano, da lista das nações com grande produção ou trânsito de drogas. Canadá Embora o Canadá não tenham entrado em nenhuma lista, o governo dos Estados Unidos expressou preocupação, em relação ao vizinho do norte, na mensagem que enviou ao Congresso. “Embora a ampla maioria das drogas ilícitas nos Estados Unidos venha da América do Sul e do México, continuamos preocupados com o fluxo de narcóticos vindos do Canadá”, diz o texto. O governo americano elogia os canadenses pelos esforços para reprimir a produção e o tráfico de produtos químicos usados em drogas sintéticas – como o ecstasy –, mas diz que o tráfico de maconha continua muito grande. Os americanos temem que leis mais liberais em relação à droga, que podem ser adotadas no Canadá, agravem o problema. |
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