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Gêmeos russos contam como escaparam do massacre | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Asik e Kazik não parecem diferentes de quaisquer outras crianças de 12 anos. São loucos por computador e futebol. Kazik é fã do clube inglês Manchester United e Asik torce para o rival Arsenal. Mas, na semana passada, esses dois gêmeos viveram algo que nenhuma criança viveu. "Havia dois aros de basquete no ginásio e eles (os seqüestradores) começaram a instalar fios e colocar bombas nos aros", conta Asik. Medo "Eu não estava com muito medo. Me preocupei com meu irmão, não queria que nada acontecesse com ele. Pensei que ficaria ali sentado por algumas horas, iria para casa e compraria uma garrafa de limonada." Asik e Kazik estavam na mesma sala na escola número 1 da cidade de Beslan, no região autônoma russa da Ossétia do Norte. Todas as crianças foram feitas reféns pelos militantes. No fim do seqüestro, cinco colegas de classe morreram e dois ainda estão desaparecidos. Na escola, o total de mortes confirmadas é de 335. A mãe dos gêmeos, Rita, viu a escola se consumir em chamas da janela de seu apartamento. Ela viu o caos tomando conta de tudo em frente a ela. Seu marido correu para procurar pelos gêmeos e pediu que a mulher ficasse em casa. "Havia tiros e bombas explodindo. Era óbvio que o telhado havia explodido. Vi uma núvem de fumaça", diz Rita. "Nesse ponto, todas as minhas esperanças acabaram. Eu sabia que o ginásio havia sido destruído e pensei que ninguém iria sair vivo." Kazik conta que algumas crianças começaram a correr, que havia atiradores e que muitas pessoas diziam: "afastem-se". Ele disse que ouvia o irmão gritando: "Kazik, Kazik!". Nesta pequena cidade, tomada pela dor, esta família pelo menos saiu unida. Eles falam de milagre, mas não conseguem entender por que tantos amigos não tiveram a mesma sorte. |
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