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Bruxelas reúne 1 milhão de pessoas na festa da cerveja belga | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Bélgica, um país do tamanho do Estado de Alagoas, com apenas 10 milhões de habitantes, produz mais de 450 cervejas diferentes. E o que muda entre todas elas não é apenas a marca. Cada uma é produzida através de um processo, com temperaturas e formas de fermentação variadas, o que garante que tenham sabor e graduação alcóolica diferentes uma da outra. E para celebrar toda essa variedade, neste final de semana, cerca de 1 milhão de pessoas participam, em Bruxelas, da Festa da Cerveja, onde amostras desse líquido, considerado quase sagrado por aqui, é distribuído e vendido a preços baixos aos visitantes. O sul-africando John Camp é dono de uma cervejaria em Sidney e veio à Bélgica especialmente para conhecer melhor as cervejas locais. Por coincidência, chegou no dia em que começou a Festa da Cerveja, em pleno centro de Bruxelas. Degustação “Eu estou adorando a festa, e a cada minuto que passa, gosto ainda mais”, afirma o empresário, enquanto degusta a quinta amostra. A alemã Joanna Haines já conhecia a variedade das cervejas. “Este é o meu terceiro copo, mas eu não tenho certeza”, responde, confusa.
“Para mim, o que importa não são as bebidas, mas sim as pessoas, estou nessa banquinha porque o pessoal aqui é muito divertido”, explica. Muitas opções A Bélgica é provavelmente o único país do mundo onde, ao pedir uma cervejinha ao garçom, você receberá o cardápio de volta. São dezenas, ou dependendo do bar, centenas de opções, e cada uma é servida em um copo específico. E por isso mesmo, a barraquinha de desgustação que atrai os olhares mais curiosos é a que oferece a cerveja Kuat, tradicionalmente bebida em um copo em forma de ampulheta, aparado por uma armação de madeira. Para desgustá-la, os visitantes devem primeiro aprender a segurar o copo e virá-lo devagarinho. Caso contrário, a cerveja cai na na camisa, no chão, em todo o lugar, menos na boca.
O belga Christophe Saint explica que o ar entra na bolha do copo, fazendo o líquido sair mais rapidamente, e então é preciso As cervejas belgas mais famosas são as chamadas Trapistas. Elas são fabricadas em mosteiros, e consideradas pelos monges como o pão em forma líqüida, por isso são praticamente sagradas. Entre as seis cervejas consideradas como melhores do mundo, cinco delas são trapistas fabricadas apenas na Bélgica. Elas têm sabor forte e índice alcóolico elevado. Mas para os corações fracos, opções não faltam: tem cerveja fabricada com trigo, ao invés de cevada (Blanche), tem clara (Pilsen), escura (Bock) e vermelha (Rouge), tem ao sabor de pêssego, framboesa (Kriek ou Pecheresse), e até mesmo cerveja ao chocolate. O gerente de um dos bares mais populares de Bruxelas, Bertrand Moreau, explica: “Tem que experimentar uma por uma até achar a sua preferida. Não existem regras. Teoricamente, as claras são para o verão e as escuras para o inverno, mas se quiser beber escura o ano todo, não tem problema nenhum”. Paixão nacional A junção da maior fábrica belga de cervejas, a Interbrew, e a Ambev, anunciada no início do ano, gerou a criação de uma nova marca, a Inbev (união dos dois nomes), que agora domina a maior parte do mercado mundial de cervejas. Quem sabe se essa maior proximidade com os belgas não vai garantir aos brasileiros um aumento na variedade da bebida considerada a paixão nacional? Só nos resta torcer. |
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