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Táxi típico de Londres começa a rodar o mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quantos turistas não voltaram para casa, depois de umas férias em Londres, desejosos de que pudessem levar um autêntico táxi preto londrino? Agora, a Manganese Bronze, empresa que fabrica os famosos carros, espera poder faturar em cima desse desejo. Ao se voltar ao mercado de exportação, a empresa espera poder reverter as perdas registradas nos últimos três anos. Os táxis típicos de Londres, que são pretos, com visual clássico e maior espaço interno, já podem ser vistos nas ruas de San Francisco, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá, graças a um acordo de distribuição com a London Taxis North America (LTNA). Agora, a Manganese Bronze quer iniciar a produção dos carros no México e na China. Jornada difícil A Manganese Bronze teve uma jornada um pouco difícil no último ano, com as vendas caindo 11%, enquanto o seu valor de mercado caiu quase 50% desde maio. Em fevereiro, a empresa anunciou que estava transferindo parte de sua produção para a China, depois que uma queda no turismo e uma redução de empregos no distrito financeiro de Londres atingiram a indústria de táxis. A venda dos carros usados como táxis, que depende da disposição dos consumidores em gastar dinheiro nesse tipo de transporte, é normalmente vista como um termômetro do que acontece em um plano mais amplo da economia. Mas o acordo de distribuição nos Estados Unidos e outras ambições no exterior podem representar um ponto de virada para a empresa. Alto custo Ainda que um táxi preto custe US$ 50 mil (quase R$ 150 mil), mais do que o dobro de um carro normalmente usado nos Estados Unidos, o seu famoso design está ganhando uma nova legião de fãs fora da Grã-Bretanha. O táxi preto tem um teto alto, útil para clientes bem altos e até para chapéus extravagantes. O carro também possui um sistema que permite que o motorista faça um retorno rapidamente, deixando passageiros de um lado e pegando outros logo depois. "É um veículo muito distinto", afirma Ian Pickering, diretor da empresa. "E proporciona muito mais conforto para os passageiros no banco de trás." Durabilidade Apesar do custo alto, os carros ainda são vantajosos, segundo Pichering, porque são mais "duráveis" do que os carros usados nos Estados Unidos e no Canadá. Uma outra vantagem é que os famosos táxis de Londres usam diesel, o que é muito incomum nos Estados Unidos. "É muito mais barato", afirma Pickering. Mas, para realmente conseguir penetrar no mercado americano e aumentar o negócio em outros países, Pickering admite que o custo do verículo tem de cair. Isso significa começar a produção fora da Grã-Bretanha. "Nós estamos planejando começar (a produção) na China e também no México", afirma Pickering. "Nós esperamos que, com isso, o custo de produção possa cair." Novos números sobre as finanças da empresa serão anunciados em setembro. |
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