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EUA reformam estrutura militar para futuras guerras, diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A medida do governo americano em retirar 70 mil tropas de bases militares internacionais é mais um esforço para reformar, radicalmente, a maneira como o Exército dos Estados Unidos lutará futuras guerras, diz o jornal britânico Financial Times. Segundo o diário, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, anuncia nesta segunda-feira a retirada de soldados americanos da Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Coréia do Sul, Japão e Guam. Equipamentos militares, de comunicação e sensores, também estariam sendo modernizados para "permitir que as tropas americanas se movam mais rapidamente em meio à guerra". "Isso tudo faz parte de um plano grandioso para reorganizar a infra-estrutura militar da Guerra Fria", disse um analista militar ao Financial Times. Mesmo com as mudanças, os EUA permanecerão com quase 190 mil de suas 1,4 milhão de tropas em postos estrangeiros. Venezuela Em seu editorial, o jornal La Vanguardia, de Barcelona, diz que "Fidel Castro poderia ser o pai de Hugo Chávez". Na opinião do diário, os dois "compartilham de uma genética charlatã comum aos caudilhos nacionalistas latino-americanos". Mas a diferença, segundo o Vanguardia, é que Chávez "é um personagem peculiar que transcende as acusações de ditador e tirano que a oposição faz" já que ele teria chegado ao poder pelo voto popular em 1998 e em 2000. Já o jornal americano Washington Post afirma que o grande comparecimento às urnas no referendo de domingo para definir o futuro do presidente Hugo Chávez "refletiu o desejo dos venezuelanos para terminar com o impasse de três anos entre Chávez e seus oponentes". Para o diário, o significado dessa votação "vai além da Venezuela". "Esse país sul-americano é o quarto maior fornecedor de petróleo dos Estados Unidos e tem sido um tradicional aliado do governo americano." Mas, segue o Washington Post, "o governo Bush tem se irritado com a proximidade de Chávez com Fidel Castro e seu apoio a movimentos de esquerda no hemisfério". "Chávez, por ouro lado, tem suspeitado do governo Bush desde que ele reconheceu o golpe de abril de 2002 que o depôs." |
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