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Alta do petróleo tem efeito limitado sobre economia mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os preços do petróleo batem novos recordes. Quais as conseqüências disso para a economia mundial? Grandes aumentos dos preços do petróleo empurraram o mundo para recessão em diversas ocasiões nos anos 1970 e no início dos 1980. Então, pode-se esperar que os sinais de alarme já comecem a soar, pois a cotação do barril de petróleo já subiu 35% neste ano. Mas, na verdade, as conseqüências para a economia mundial têm sido limitadas. Valor real Grandes economias como Estados Unidos, Japão, China e Grã-Bretanha continuam a apresentar crescimento robusto. E há sinais de retomada na zona do euro, vista como uma região de menor crescimento entre os países industrializados. Uma das razões para esse impacto limitado é que os preços do petróleo cru aumentaram menos, em termos percentuais, do que nos picos anteriores se for considerada a inflação. Pelo menos por enquanto. Os preços do barril estão pouco acima dos US$ 40. Em 1981, atingiram o equivalente a US$ 100 em valores atuais. Além disso, com a expansão do setor de serviços, as economias desenvolvidas estão menos dependentes do petróleo do que eram quando a prosperidade estava ligada à indústria que usava energia intensamente. Preocupação Apesar do impacto das altas ainda ser reduzido, muitos economistas dizem que os recentes aumentos nos preços do petróleo terão um efeito econômico mais sério se os atuais patamares se sustentarem por um longo período. E, é claro, já houve algum impacto. Motoristas estão reclamando da alta nos preços dos combustíveis. Algumas companhias aéreas aumentaram os preços das passagens depois da elevação dos custos de combustível de aviação. E, num sinal de possível problema a vista, números liberados nos Estados Unidos na semana passada mostraram um crescimento econômico menor que o esperado no segundo trimestre deste ano devido ao impacto dos custos de energia sobre os gastos dos consumidores. |
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