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Acordo na OMC é avanço 'modesto e tardio', diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O acordo da OMC (Organização Mundial do Comércio) que define as bases para a liberalização do comércio internacional fechado em Genebra durante o fim de semana "é um modesto e tardio avanço na longa marcha em direção à liberalização dos mercados globais", de acordo com editorial publicado nesta segunda-feira pelo jornal britânico Financial Times. O diário diz que o maior feito conquistado em Genebra foi o compromisso da União Européia de reduzir seus subsídios agrícolas. "Outros aspectos do acordo, como os planos de cortes de tarifas agrícolas e liberalização do comércio de mercadorias e serviços industriais, são mais decepcionantes", afirma o editorial. O Financial Times avalia ainda que o novo acordo "é importante como um mais do que necessário voto de confiança internacional na OMC e nas regras baseadas no sistema multilateral". O jornal também afirma que o crédito pelo relativo sucesso das negociações em Genebra pode ser dividido amplamente. "Os Estados Unidos mostraram verdadeira liderança antes e durante as negociações", diz o diário. "A União Européia permaneceu firme contra o obstrucionismo francês." "O grupo de 20 países em desenvolvimento e exportadores agrícolas fortaleceu sua reclamação de ser uma força influente e positiva", acrescenta o editorial. Além disso, diz o Financial Times, as nações mais pobres da África e de outras partes do mundo exibiram pela primeira vez um entendimento sobre como é o "jogo na OMC", evitanto uma "postura política vazia" e participando de "negociações duras, realísticas e produtivas". 'Inferno' no Paraguai O jornal paraguaio La Nación dedica boa parte de sua edição desta segunda-feira ao incêndio que deixou quase 300 mortos em um shopping center de Assunção no domingo. De acordo com o diário, as explosões e o incêndio que destruiram o local "se combinaram com o inexplicável fechamento de todas as portas de saída para formar uma armadilha mortal". O La Nación afirma que proprietários de lojas do shopping foram detidos sob a suspeita de que teriam ordenado o fechamento das portas "para evitar roubos". O jornal diz ainda que as primeiras hipóteses sobre a causa do incêndio apontam para a explosão de um tubo de gás. Segundo o La Nación, no entanto, o serviço de inteligência militar paraguaio não descartou a possibilidade de um atentado. Campanha alerta O diário americano The New York Times destaca nesta segunda-feira o impacto na campanha eleitoral dos novos alertas do governo sobre a ameaça de possíveis atentados nos Estados Unidos. De acordo com o jornal, o assunto determina o clima da campanha presidencial porque influencia tudo o que os candidatos George W. Bush e John Kerry fazem para tentar conquistar o voto dos eleitores. O New York Times cita assessores dos candidatos afirmando que não se lembram de uma disputa realizada em um cenário de tanta incerteza e preocupação desde 1968, quando Richard Nixon e Hubert Humphrey dividiram os americanos com o debate sobre a Guerra do Vietnã. O diário nova-iorquino diz que os novos alertas lembraram aos candidatos que aquilo de mais decisivo que pode ocorrer antes das eleições não pode ser controlado pelas campanhas de nenhuma das duas chapas que concorrem para governar o país. Preparativos olímpicos A 11 dias da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, o jornal americano Los Angeles Times afirma que o governo grego e os organizadores do evento parecem ter cumprido o que muitos críticos consideravam impossível. De acordo com o diário, os locais de disputa estão contruídos, as estradas estão prontas, os trens estão em funcionamento, a vila olímpica está aberta e a venda de ingressos está em alta. Além disso, cita o Los Angeles Times, o primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, disse que os Jogos Olímpicos de Atenas estão a salvo do terrorismo, ou "o mais a salvo humanamente possível". Para isso, afirma o jornal, cerca de 70 mil policiais e soldados terão a responsabilidade de patrulhar a cidade, a região e os locais de jogos. As autoridades gregas estimam que o país vai gastar US$ 1,5 bilhão na segurança da Olimpíada, cinco vezes mais do que o valor gasto em Sydney 2000. |
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