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Kerry vai aceitar indicação 'pela classe média' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O senador John Kerry vai aceitar na noite desta quinta-feira a indicação do Partido Democrata "em nome da classe média" e dos soldados americanos que estão lutando no exterior. "Na noite de hoje (quinta-feira), em nome do renascimento da liberdade, em nome da classe média e daqueles que estão lutando para chegar a ela e merecem uma chance justa, pelos nossos corajosos homens e mulheres de uniforme que arriscam as vidas diariamente e pelas famílias que rezam pela volta deles, por todos aqueles que acreditam que melhores dias estão no futuro, com grande fé no povo americano, eu aceito a nomeação de vocês para a Presidência dos Estados Unidos", vai dizer John Kerry, de acordo com trechos do discurso divulgados pela coordenação da campanha. Os trechos liberados de antemão mostram que o senador vai se concentrar nos dois temas que, segundo, as pesquisas, estão no topo das preocupações dos americanos: as guerras no Iraque e contra o terrorismo e a economia. Kerry vai ser recebido no palco montado na convenção nacional pelos veteranos da Guerra do Vietnã que o acompanhavam no barco de patrulhava que o senador comandava durante o conflito. Desde as primárias, a identificação de Kerry com os veteranos e o próprio passado militar do senador são temas invariavelmente presentes. 11 de setembro O senador vai também reafirmar sua intenção de seguir as recomendações feitas pela comissão que investigou os ataques de 11 de setembro de 2001 a Nova York e Washington. "A comissão nos deu um caminho a seguir endossado por republicanos, democratas e pelas famílias das vítimas de 11 de Setembro. Como presidente, não vou fugir. Vou imediatamente implantar as recomendações daquela comissão." Entre as principais propostas da comissão estão a criação de um Centro Nacional de Contraterrorismo e a indicação de um funcionário de alto escalão para supervisionar todos os serviços de inteligência dos Estados Unidos. O presidente George W. Bush disse que vai examinar com cuidado as recomendações, mas não se comprometeu com nenhuma mudança. Guerra Kerry vai dizer que, sob seu governo, o país não iria a guerras "porque quer, mas só se tiver de fazê-lo". O senador vai dizer no entanto que não vai "hesitar em usar a força se for necessário". "Qualquer ataque vai ser respondido com uma reação aguda e clara. Nunca vou dar a nenhuma nação ou instituição internacional o poder de veto sobre nossa segurança nacional. E vamos montar forças armadas mais poderosas para nosso país." A declaração é uma resposta às acusações de republicanos de que Kerry dependeria de autorização da Organização das Nações Unidas (ONU) ou de países aliados para tomar decisões militares. Economia Kerry também vai prometer uma volta ao que os democratas descrevem como o período de grande expansão econômica ocorrida durante o governo de Bill Clinton. "Não vamos esquecer o que (nós democratas) fizemos durante os anos 90. Nós equilibramos o orçamento, criamos 23 milhões de empregos, tiramos milhões da pobreza e melhoramos os padrões de vida da classe média", vai dizer o candidato. "Nós valorizamos empregos que paguem mais e não menos do que vocês ganhavam antes. Nós valorizamos empregos no quais depois de trabalhar a semana inteira vocês possam pagar as contas, manter seus filhos e melhorar a qualidade de vida.” ”Nós valorizamos um país no qual a classe média não esteja sendo esmagada, mas sim melhorando." |
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