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Brasil tem 'dever moral' de ajudar países pobres, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil "não é um país rico", mas que tem um "dever ético, moral e humanitário” de ajudar os mais pobres. "A nossa relação com a África é uma relação de irmandade. É a relação de um país que reconhece a importância que os africanos tiveram na construção da nossa gente, da nossa cor, da nossa riqueza e da nossa alegria." As declarações foram feitas durante a a cerimônia de assinatura de acordo de cooperação entre o Brasil e o Gabão no combate à Aids e à malária. O presidente também anunciou que o Brasil está renegociando uma dívida do Gabão no valor de cerca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 90 milhões) e reafirmou o interesse da Companhia Vale do Rio Doce de investir no país africano. No seu último dia no Gabão, Lula foi mais uma vez saudado por centenas de pessoas, que tomaram a avenida que leva ao aeroporto da capital. Várias pessoas vestiam camisetas com as fotos de Lula e do presidente gabanês, Omar Bongo. No discurso de encerramento da visita, o presidente brasileiro fez referências à escravidão. "Foram muitos anos em que o sangue dos homens e mulheres deste país construíram a riqueza do nosso país. E muitos anos sem conhecer a palavra liberdade." "Nós hoje estamos numa cidade cuja nome significa liberdade. Que o povo do Gabão possa desfrutar da riqueza construída pelo próprio povo." Do Gabão, Lula embarcou para Cabo Verde, onde encerra sua viagem à África. O presidente deve estar de volta à Brasília na noite de quinta-feira. |
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