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Brasil financia reunião de cúpula da CPLP | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil está dando dinheiro e apoio operacional para a realização do 5º Encontro dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que acontece na segunda-feira e na terça-feira em São Tomé e Príncipe. O país doou US$ 500 mil para a organização do evento e enviou dois diplomatas e vários funcionários do Itamaraty para ajudar o governo do país africano, além de ter montado um centro de telecomunicações e informática que será doado ao país. O governo português também doou US$ 100 mil para a realização do evento, e o governo de Taiwan, que apóia vários projetos de infra-estrutura na ilha, outros US$ 500 mil. O encontro terá a presença dos presidentes ou primeiros-ministros de todos os integrantes da CPLP. O governo de Guiné Equatorial participa como convidado. Mercosul O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o último chefe de Estado a chegar ao país, somente na manhã de segunda-feira. Durante a reunião, ele deve propor um acordo entre Mercosul e os países da CPLP, com exceção de Portugal, para oferecer tratamento privilegiado na importação de produtos destes países. De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro já conseguiu a aprovação dos outros sócios do bloco (Argentina, Paraguai e Uruguai) para começar a negociação do acordo.
O tema oficial da reunião é a sociedade da informação e seus efeitos na governança e transparência dos governos, mas também serão discutidos acordos de cooperação nas áreas da saúde e da educação. Os líderes devem gravar peças publicitárias para a campanha de prevenção à Aids. Ortografia Deve ser aprovada também uma mudança que vai permitir a entrada em vigor imediatamente do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, já ratificado por Brasil. Pelas regras atuais, o acordo só entraria em vigor depois de ratificado por todos os oito países da CPLP. Com a mudança, ele poderá passar a valer imediatamente nos países que já concordaram com a proposta. O secretário-executivo da CPLP, o moçambicano Zeferino Martins, disse que o acordo não vai uniformizar a grafia em todos os países, mas criar regras para admitir como correta as diferentes grafias em todos os países. “Isso vai facilitar muito a circulação de livros e publicações científicas”, afirmou. Vários países, como o Timor-Leste – onde o português é a língua oficial, mas não é a mais falada pela população – usam material didático brasileiro no ensino da língua. É grande também a influência cultural brasileira nos países africanos, por meio da música e dos programas de televisão brasileiros. |
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