|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Países da CPLP descartam intervenção militar em São Tomé
Os ministros de Relações Exteriores dos oito países de língua portuguesa consideraram que não será necessária uma intervenção militar para restaurar a democracia em São Tomé e Príncipe - uma ex-colônia portuguesa na África onde houve um golpe de Estado. Os chanceleres estão em Coimbra, Portugal, para a reunião anual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. "Nós não discutimos a necessidade de uma intervenção militar. Achamos que as ações tomadas e a disposição dos países (da CPLP, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que são muito importantes para São Tomé, serão motivo suficiente para permitir que as coisas se resolvam da maneira como devem se resolver, com o rápido retorno às normas constitucionais", disse o ministro Celso Amorim. Segundo Amorim, a CPLP vai participar dos esforços adotados pela União dos Países Centro-Africanos para a volta do governo deposto nesta quarta-feira em São Tomé. Lula A União dos Países Centro-Africanos reúne-se nesta sexta-feira em Libreville, no Gabão, e terá como principal ponto de pauta o golpe de Estado em São Tomé e Príncipe. Um ministro de Angola vai representar a CPLP no encontro. Amorim disse que, apesar de faltarem pouco mais de três semanas para a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a São Tomé e Príncipe, a visita não foi desmarcada. "Vamos ver como se resolvem as coisas. Esperemos que se resolvam de maneira positiva, que ocorra um rápido retorno à normalidade democrática, e aí tudo se normaliza", disse o chanceler brasileiro.
Amorim contou que, além de Angola, quatro países se dispuseram a participar do processo de mediação da União dos Países Centro-Africanos: Portugal, Moçambique, Cabo Verde e Brasil. "Temos que conciliar dois aspectos: a urgência e a necessidade de coordenação com os organismos regionais africanos." Brasileiros Segundo a encarregada de negócios do Brasil em São Tomé, Eliana Puglia, nenhum dos cerca de 30 brasileiros que estão no país foi ferido por causa do golpe militar. "Foi tudo tranquilo. Eles deram alguns tiros, mas foi para cima", disse de São Tomé pelo telefone à BBC Brasil. Um dia depois do golpe, Eliana disse que a cidade estava tranquila. "Há uma calma aparente. Algumas atividades comerciais já reabriram e hoje não se vê tantas tropas nas ruas", disse. Eliana contou que os militares ligados ao movimento político Frente Democrática Cristã responsáveis pelo golpe estavam ameaçando derrubar o governo há algum tempo. "Diziam que iam fazer um a manifestação que ia surpreender no dia 10, mas foi adiada por causa da data da independência, que é em 12 de julho. Depois ficou marcada para dia 22, mas acabou sendo ontem." A maior parte dos brasileiros no país é composta por missionários religiosos, existindo também sete membros de missões brasileiras de ajuda ao país. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||