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Lula diz no Gabão que Atlântico é 'rio' que une os povos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira no Gabão que o oceano Atlântico é um "rio" que une os povos. "O Atlântico não é um oceano que nos separa, mas um rio que une os nossos povos e nossos destinos", afirmou Lula ao agradecer o convite para a visita ao país africano, em retribuição a uma visita do presidente Omar Bongo Ondimba ao Brasil em 2002. Lula teve uma recepção cheia de pompa nesta terça-feira ao chegar a Libreville, a capital gabonesa, para uma visita de menos de 24 horas. Lula foi recebido na pista do aeroporto pelo presidente gabonês e presenciou desfiles de várias bandas e regimentos militares do Exército e da Guarda Nacional Republicana. Mas foi na saída do aeroporto ele presenciou a cena mais impressionante: cerca de 3 mil pessoas, segundo a segurança da Planalto, lotaram as laterais da avenida que leva ao centro, muitas vestidas com roupas típicas, tocando e cantando músicas do país e saudando a chegada do presidente. A segurança é muito forte em Libreville, com centenas de soldados portando fuzis AK-47 espalhados pela cidade. Escravos A ruas no caminho até o hotel onde o presidente está hospedado estavam decoradas com bandeiras do Gabão e do Brasil. No hotel, Lula recebeu a chave da cidade do prefeito de Libreville, Andre Dieudonne Berre, e falou da relação entre Brasil e África. Lula lembrou que a cidade foi fundada por escravos resgatados de um navio negreiro e que o nome da cidade evoca a liberdade. Ele também falou da contribuição dos escravos africanos para a formação do Brasil. O prefeito de Libreville disse que visita de Lula à cidade representa a liberdade e fraternidade entre os povos e o resgate de uma relação secular e um esforço na redução da desigualdade. "Nosso país viu milhares de família se irem para além-mar", afirmou. Em seguida Lula se encontrou brevemente com um grupo de estudantes gaboneses que estudou no Brasil nos anos 90. Lula é o quarto mandatário a realizar uma visita oficial ao Gabão a nível de chefe de Estado nos últimos dez anos. O país é governado há 37 anos pelo presidente Omar Bongo. Democratização da internet Antes de embarcar para o Gabão, Lula defendeu em São Tomé e Príncipe a democratização da internet e o uso do software livre (que não exige o pagamento de licença e, portanto, é muito mais barato) como instrumento para facilitar o acesso dos países pobres à informática e permitir maior transparência nas informações sobre o governo. "Vamos fazer da inclusão digital uma poderosa arma da inclusão social", afirmou o presidente na 5ª Reunião de Chefes de Estado e de Governo da Comunidada dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O governo brasileiro já usa o software livre nos telecentros, uma espécie de internet café gratuito. Um deles foi doado pelo Brasil a São Tomé e estava instalado dentro do local da conferência. Ele foi visitado pelos participantes da reunião nesta terça-feira. Outro será doado a Cabo Verde, para onde Lula viaja na quarta. |
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