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Em meio a polêmica, Lula pede mais integração comercial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em Puerto Iguazú (Argentina) que o Mercosul está trabalhando "com afinco para facilitar a circulação de mercadorias e integrar os sistemas de produção". A declaração foi feita durante a 26ª Cúpula do Mercosul na cidade argentina, reunião que está sendo ofuscada por uma disputa comercial entre os dois principais sócios do bloco. A polêmica se deve à decisão do governo argentino de cancelar licenças automáticas para a importação de eletrodomésticos feitos no Brasil e impor uma tarifa de 21% sobre televisores produzidos na Zona Franca de Manaus. Em seu discurso, Lula defendeu o aumento da integração comercial entre os países do bloco. "Estamos avançando nas metas do programa de trabalho, que busca consolidar a união aduaneira até 2006", disse o presidente. "Nosso projeto de desenvolvimento não é apenas nacional, mas regional. A prosperidade brasileira depende da prosperidade da região." Diferenças Lula também disse que "em 2003 buscamos respostas concretas para a assimetrias de nossas economias". "Para fortalecer a união aduaneira e fortalecer o mercado comum, é fundamental expandir o Mercosul para áreas como serviços e compras governamentais." Na quinta-feira, o ministro do Exterior da Argentina, Rafael Bielsa, havia defendido a "nivelação de diferenças" entre os países do Mercosul. Em discurso feito antes, o presidente argentino, Néstor Kirchner, também evitou abordar a questão dos eletrodomésticos. Kirchner afirmou que muitas das dificuldades existentes no bloco são fruto "da existência de estruturas econômicas diferentes entre os países". A questão dos eletrodomésticos não faz parte da agenda oficial do encontro e por isso só está sendo tratada em encontros informais. "Estamos discutindo algo superior a um tratado de livre comércio", disse o presidente argentino. "Estamos falando de uma unidade política capaz de estabelecer instituições sólidas e duradouras, capazes de intervir de modo ativo e eficaz nas discussões de todos os temas da agenda mundial." Bolívia O encontro marcou a entrada da Venezuela como membro-associado do Mercosul. O encontro termina no início da tarde, com a previsão de uma foto oficial em frente às Cataratas do Iguaçu, mas a chuva que cai na região da fronteira pode atrapalhar os planos. De Puerto Iguazú, Lula segue junto com o presidente boliviano, Carlos Mesa, para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Lula vai formalizar o perdão do Brasil à dívida boliviana com o país (de aproximadamente US$ 50 milhões) e anunciar a liberação de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de uma rodovia ligando Santa Cruz de la Sierra a Corumbá (MS). Lula retorna na noite desta quinta-feira para Brasília. |
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