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G8 quer sanções da ONU contra aliados de Mugabe no Zimbábue | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes dos G8 – o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia – disseram nesta terça-feira que vão buscar sanções na ONU contra integrantes do governo do Zimbábue, devido às supostas irregularidades cometidas na recente eleição presidencial do país. O pedido por mais medidas contra indivíduos "responsáveis por violência" indica uma mudança de posição da Rússia, que vinha se opondo a esse tipo de ação. "Nós vamos dar mais passos, incluindo a introdução de medidas financeiras e de outros tipos contra indivíduos responsáveis pela violência (no Zimbábue)", diz um comunicado dos líderes do G8, segundo a agência Reuters. Diplomatas esperam que um pacote com sanções contra o Zimbábue seja apresentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas até este final de semana. A Rússia não deve se opor ao pacote. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são os países que mais têm defendido sanções na ONU. Oposição africana A declaração do G8, feita durante a reunião de cúpula do grupo, no Japão, tem forte oposição de líderes africanos. O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, teria dito aos integrantes do G8 que mais sanções contra o Zimbábue poderiam levar o país a uma guerra civil. Mbeki é o principal negociador regional da crise do Zimbábue. "Eu disse que sanções não ajudariam a mudar o regime", revelou o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, à agência de notícias France Press. O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi reeleito depois que o candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, abandonou a disputa. Tsvangirai, do Movimento por Mudanças Democráticas (MDC, na sigla em inglês) alegou que seus partidários foram alvos de violência patrocinada pelo governo durante a campanha eleitoral. O MDC negou as informações de que estaria disposto a voltar a conversar com o governo. O partido diz que cinco mil de seus integrantes estão desaparecidos e mais de 100 morreram desde o começo do segundo turno das eleições, em março. Na semana passada, a União Africana se recusou a condenar a reeleição de Mugabe e pediu que um governo com participação da oposição e da situação seja estabelecido no país. O governo do Zimbábue acusa os países ocidentais de interferência em seus assuntos internos, que estaria retardando uma solução para o impasse político do país. "É a Grã-Bretanha que está pedindo sanções, mas isolar e demonizar o Zimbábue não está no interesse de qualquer um. Eles deveriam tratar o Zimbábue como um parceiro, em vez de inimigo", disse o vice-ministro da Informação do Zimbábue, Bright Matonga, ao site de notícias sul-africano News24. |
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