|
Milícias atacam campos de refugiados no Zimbábue | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milícias armadas ligadas ao governo do Zimbábue atacaram dois campos de refugiados que reúnem centenas de pessoas que tentam fugir da violência no país, afirmam fontes médicas e membros da oposição. Várias pessoas teriam sido mortas num ataque em Gokwe, no norte da capital Harare. Em um campo de refugiados de Ruwa, perto da capital, homens mascarados disfarçados de soldados agrediram pessoas que haviam buscado refúgio na embaixada da África do Sul. Cerca de 400 pessoas estão concentradas no local. Cerca de 14 pessoas estão desaparecidas depois do ataque em Ruwa. Várias delas faziam parte de uma patrulha organizada para fazer a segurança do campo. Negociações De acordo com o correspondente da BBC Peter Greste, os ataques podem minar os esforços para a negociação de divisão de poderes entre o governo do presidente Robert Mugabe e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai. O partido de oposição Movimento para Mudança Democrática (MDC) afirma que cinco mil partidários estão desaparecidos e mais de 100 já foram mortos desde o primeiro turno das eleições, em março. A oposição acusa o Exército e milícias ligadas ao governo de estar por trás das ações de violência, o que tem sido negado por Mugabe. Os ataques ocorreram após o presidente sul-africano Thabo Mbeki, mediador da crise, ter se encontrado no fim de semana com Mugabe e com membros de uma facção da oposição para tentar negociar um governo de coalizão. Tsvangirai boicotou o encontro justificando que se reunir com Mugabe no palácio presidencial seria reconhecer sua autoridade como presidente. O líder da oposição diz que o fim da violência é uma pré-condição para o início das negociações com o governo. Há relatos, no entanto de que o governo sul-africano tenha apresentado uma proposta que o MDC estaria considerando aceitar, afirmou Peter Greste, de Johanesburgo. Tsvangirai se retirou da disputa presidencial em 22 de junho, cinco dias antes do segundo turno das eleições. O candidato da oposição disse que não havia sentido em concorrer em eleições que não seriam livres e justas e que o resultado "já estava determinado" pelo seu adversário. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Zimbábue deve ser condenado pelo G8, diz EUA06 de julho, 2008 | Notícias Mbeki se encontra com Mugabe no Zimbábue05 julho, 2008 | BBC Report Câmera escondida mostra fraude no Zimbábue; assista05 julho, 2008 | BBC Report União Africana pede governo de união no Zimbábue01 julho, 2008 | BBC Report Tsvangirai deixa refúgio no Zimbábue01 julho, 2008 | BBC Report Vizinhos do Zimbábue criticam eleição de Mugabe 29 junho, 2008 | BBC Report Mugabe toma posse no Zimbábue após vitória nas urnas29 junho, 2008 | BBC Report Zimbábue: Resultado de eleição pode ser anunciado no domingo29 junho, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||