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Atualizado às: 07 de julho, 2008 - 12h25 GMT (09h25 Brasília)
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Milícias atacam campos de refugiados no Zimbábue
refugiados no Zimbábue
Mbeki defende a criação de governo de coalizão
Milícias armadas ligadas ao governo do Zimbábue atacaram dois campos de refugiados que reúnem centenas de pessoas que tentam fugir da violência no país, afirmam fontes médicas e membros da oposição.

Várias pessoas teriam sido mortas num ataque em Gokwe, no norte da capital Harare.

Em um campo de refugiados de Ruwa, perto da capital, homens mascarados disfarçados de soldados agrediram pessoas que haviam buscado refúgio na embaixada da África do Sul. Cerca de 400 pessoas estão concentradas no local.

Cerca de 14 pessoas estão desaparecidas depois do ataque em Ruwa. Várias delas faziam parte de uma patrulha organizada para fazer a segurança do campo.

Negociações

De acordo com o correspondente da BBC Peter Greste, os ataques podem minar os esforços para a negociação de divisão de poderes entre o governo do presidente Robert Mugabe e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai.

O partido de oposição Movimento para Mudança Democrática (MDC) afirma que cinco mil partidários estão desaparecidos e mais de 100 já foram mortos desde o primeiro turno das eleições, em março.

A oposição acusa o Exército e milícias ligadas ao governo de estar por trás das ações de violência, o que tem sido negado por Mugabe.

Os ataques ocorreram após o presidente sul-africano Thabo Mbeki, mediador da crise, ter se encontrado no fim de semana com Mugabe e com membros de uma facção da oposição para tentar negociar um governo de coalizão.

Tsvangirai boicotou o encontro justificando que se reunir com Mugabe no palácio presidencial seria reconhecer sua autoridade como presidente.

O líder da oposição diz que o fim da violência é uma pré-condição para o início das negociações com o governo.

Há relatos, no entanto de que o governo sul-africano tenha apresentado uma proposta que o MDC estaria considerando aceitar, afirmou Peter Greste, de Johanesburgo.

Tsvangirai se retirou da disputa presidencial em 22 de junho, cinco dias antes do segundo turno das eleições.

O candidato da oposição disse que não havia sentido em concorrer em eleições que não seriam livres e justas e que o resultado "já estava determinado" pelo seu adversário.

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