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Atualizado às: 06 de julho, 2008 - 00h09 GMT (21h09 Brasília)
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Zimbábue deve ser condenado pelo G8, diz EUA
Robert Mugabe
Os líderes devem questionar legitimidade do governo de Mugabe
Um oficial da Casa Branca afirmou, neste sábado, que os líderes do G8 - o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia – deverão condenar o governo do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

Durante a viagem para o encontro dos líderes, que começa na segunda-feira no Japão, um dos diretores do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, David Wilder, afirmou que os representantes do grupo devem questionar a legitimidade do governo de Mugabe e o modo como ele está comandando o país.

No dia das eleições presidenciais do Zimbábue, realizadas em 27 de junho, ministros do Exterior do G8 já haviam dado indícios sobre a opinião do grupo a respeito da eleição de Mugabe.

Em reunião no Japão, eles prestaram um depoimento na véspera das eleições e afirmaram que não poderiam aceitar a legitimidade de um governo no Zimbábue "que não reflita a vontade do povo zimbabuano".

Segundo o G8, violência, obstrução e intimidação tornaram uma eleição livre e justa no país impossível.

Legitimidade

Mugabe concorreu sozinho no segundo turno da eleição presidencial após seu opositor, Morgan Tsvangirai ter decidido boicotar o pleito por causa da violência sofrida por seus partidários.

Autoridades da Comissão Eleitoral disseram que o comparecimento às urnas foi de 42,37%, número parecido com o do primeiro turno, em março.

Naquela votação, o líder oposicionista obteve 47,9% dos votos contra 43,2% de Mugabe. A Comissão Eleitoral precisou de cinco semanas para divulgar estes resultados, comparados aos dois dias necessários para os resultados do segundo turno.

Desde o primeiro turno, o partido do líder da oposição, MDC, disse que 86 de seus partidários foram assassinados e 200 mil foram obrigados a deixar suas casas pelas milícias leais ao partido governista Zanu-PF.

O governo culpa o MDC pela violência.

Neste sábado, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, se reuniu com Mugabe na capital do Zimbábue, Harare, para tentar solucionar a crise política do país.

Mbeki é o mediador regional para o assunto e defende a criação de um governo de coalizão.

Tsvangirai não compareceu ao encontro. Segundo um porta-voz do líder da oposição, sua presença na reunião poderia significar que o partido teria reconhecido Mugabe como presidente.

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