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Zimbábue deve ser condenado pelo G8, diz EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um oficial da Casa Branca afirmou, neste sábado, que os líderes do G8 - o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia – deverão condenar o governo do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe. Durante a viagem para o encontro dos líderes, que começa na segunda-feira no Japão, um dos diretores do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, David Wilder, afirmou que os representantes do grupo devem questionar a legitimidade do governo de Mugabe e o modo como ele está comandando o país. No dia das eleições presidenciais do Zimbábue, realizadas em 27 de junho, ministros do Exterior do G8 já haviam dado indícios sobre a opinião do grupo a respeito da eleição de Mugabe. Em reunião no Japão, eles prestaram um depoimento na véspera das eleições e afirmaram que não poderiam aceitar a legitimidade de um governo no Zimbábue "que não reflita a vontade do povo zimbabuano". Segundo o G8, violência, obstrução e intimidação tornaram uma eleição livre e justa no país impossível. Legitimidade Mugabe concorreu sozinho no segundo turno da eleição presidencial após seu opositor, Morgan Tsvangirai ter decidido boicotar o pleito por causa da violência sofrida por seus partidários. Autoridades da Comissão Eleitoral disseram que o comparecimento às urnas foi de 42,37%, número parecido com o do primeiro turno, em março. Naquela votação, o líder oposicionista obteve 47,9% dos votos contra 43,2% de Mugabe. A Comissão Eleitoral precisou de cinco semanas para divulgar estes resultados, comparados aos dois dias necessários para os resultados do segundo turno. Desde o primeiro turno, o partido do líder da oposição, MDC, disse que 86 de seus partidários foram assassinados e 200 mil foram obrigados a deixar suas casas pelas milícias leais ao partido governista Zanu-PF. O governo culpa o MDC pela violência. Neste sábado, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, se reuniu com Mugabe na capital do Zimbábue, Harare, para tentar solucionar a crise política do país. Mbeki é o mediador regional para o assunto e defende a criação de um governo de coalizão. Tsvangirai não compareceu ao encontro. Segundo um porta-voz do líder da oposição, sua presença na reunião poderia significar que o partido teria reconhecido Mugabe como presidente. |
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