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Quênia defende que União Africana suspenda Zimbábue | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, pediu nesta segunda-feira para que a União Africana (UA) suspenda o presidente do Zimbábue do bloco e defendeu que sejam enviadas tropas ao país para garantir que sejam realizadas eleições “livres e justas”. “Eles (a União) deveriam suspendê-lo e enviar uma força de paz ao Zimbábue para garntir eleições livres e justas”, disse Odinga a jornalistas na capital do Quênia, Nairobi. A situação no Zimbábue, onde Mugabe foi reeleito presidente após um pleito contestado dentre e fora do país, domina o encontro da União Africana que ocorre nesta segunda e terça-feira no balneário egípcio de Sharm el-Sheik. Mugabe foi convidado e está participando do evento. "A situação no Zimbábue pede nada menos que intervenção da União Africana. É necessário que a organização mostre liderança e aponte um time de mediadores para ir ao país. É preciso também que mande soldados de paz… para que eleições justas e livres possam ocorrer", disse ele. Odinga também afirmou que União Africana abre um “precedente realmente ruim para o continente” ao permitir que Mugabe participe do encontro no Egito como presidente eleito. Nações Unidas Na abertura do evento em Sharm el-Sheik, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, a tanzaniana Asha-Rose Migiro, pediu aos líderes africanos que tentem negociar uma solução para a crise no Zimbábue. "Este é o maior desafio para a estabilidade regional no sul da África", disse ela. Mugabe foi empossado no domingo depois de uma vitória que observadores dizem ter sido minada por violência e fraudes. A comissão eleitoral do país disse que ele recebeu 85,5% dos votos válidos. Em nota oficial, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em visita a Tóquio, disse que "as condições não estavam estabelecidas para eleições livres e justas e observadores confirmaram que este foi um processo profundamente falho (…) O resultado não reflete a vontade genuína do povo zimbabuano". A África do Sul pediu a Mugabe que converse com a oposição para formar um governo de transição. O presidente acabou sendo o único candidato a disputar o segundo turno depois que seu adversário, o líder do Movimento para Mudança Democrática (MDC), de oposição, Morgan Tsvangirai, retirou seu nome da corrida. 'Paz' Em seu discurso de boas vindas, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que estimular a paz e a segurança é "essencial para resolver disputas e conflitos no continente". Um esboço de resolução formulado por ministros do Exterior da África antes da cúpula não criticou as eleições e nem Mugabe, mas condenou a violência em termos gerais e apelou por diálogo. Observadores independentes criticaram a votação. Monitores da própria União Africana disseram nesta segunda-feira que o pleito não atingiu os padrões da organização para eleições democráticas. Analistas acreditam que o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, é um mediador-chave na crise. Ele não criticou Robert Mugabe apesar de pressões de seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA). No entanto, o país pediu para que Mugabe aceite a criação de um governo de transição junto com a oposição. Se uma forma geral, analista acreditam que a pressão por um governo com a participação de posição e oposição seja o resultado mais concreto do encontro no Egito, porque vários países africanos divergem quanto à profundidade das medidas e da pressão que poderiam ser adotadas em relação a Mugabe. |
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