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Israel aprova troca de prisioneiros com Hezbollah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete do governo israelense aprovou uma troca de prisioneiros com o grupo militante libanês Hezbollah, que pode resultar na devolução dos corpos de dois soldados israelenses capturados há dois anos. Em troca, Israel entregaria mais de cinco detentos libaneses e os corpos de 10 militantes. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse antes do anúncio que os dois soldados estão mortos. A captura deles gerou uma ofensiva israelense contra o Hezbollah em meados de 2006. O gabinete israelense aprovou a troca, intermediada pela Alemanha, com 22 votos dos 25 integrantes presentes na reunião, informou uma rádio israelense. Polêmica Antes da votação, Olmert fez um apelo para que o gabinete aprovasse a troca, apesar de os dois soldados provavelmente estarem mortos. Ele disse que eles provavelmente foram mortos durante o seqüestro ou pouco depois dele. Observadores dizem que esta é a primeira vez que o governo israelense confirmou que Ehud Goldwasser e Eldad Regev não estão mais vivos. Críticos têm sido contrários à troca de prisioneiros pelos corpos de soldados israelenses mortos. Vários detentos libaneses serão entregues, entre eles possivelmente o militante Samir Qantar, preso desde 1979 por sua colaboração em um ataque mortal na fronteira. Sua libertação geraria polêmica em Israel por causa de sua participação na morte de três integrantes de uma família, afirma o correspondente Wyre Davies, em Jerusalém. O ministro da Educação israelense, Yuli Tamir, afirmou que a troca foi uma decisão difícil para o governo. "Samir Qantar é um assassino muito cruel (...). No entanto, acreditamos que temos a responsabilidade de trazer nossos soldados de volta para casa e temos a responsabilidade pelas famílias que estão esperando para saber o que realmente aconteceu com seus filhos", disse. "É uma vitória para o Hezbollah, para o Líbano, para o mundo árabe e islâmico. É uma vitória para todas as pessoas que acreditam em resistência como uma forma de libertar nossa terra e conseguir de volta nossos entes queridos", disse Bassam Qantar, irmão de Samir. Gilad Shalit O Hezbollah não deu nenhuma indicação pública de que os dois soldados israelenses continuam vivos. A Cruz Vermelha nunca foi autorizada a vê-los e muitos em Israel acreditam que eles estejam mortos. Israel e o Hezbollah travaram uma guerra de 34 dias após os soldados serem capturados em um ataque na fronteira em julho de 2006. A Alemanha tem tentado viabilizar uma troca de prisioneiros desde o fim da guerra. No dia 1 de junho, o Hezbollah entregou os restos de cinco soldados israelenses mortos durante a guerra. Os restos foram entregues após Israel ter libertado um homem de origem libanesa que serviu seis anos de prisão por espionagem para o Hezbollah. Um outro soldado israelense, Gilad Shalit, continua prisioneiro do grupo palestino Hamas. Ele foi capturado durante um ataque a um posto policial israelense na ponta da Faixa de Gaza. O Hamas disse que consideraria sua libertação como parte de uma troca de prisioneiros. |
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