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Referendo termina na Bolívia em clima de 'calma' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Eleitores no Departamento (Estado) boliviano de Tarija foram às urnas neste domingo para votar em um referendo pela autonomia em relação ao governo central do presidente Evo Morales. Autoridades descreveram como "calma" a jornada de oito horas em que votaram cerca de 173 mil pessoas. Partidários do presidente Morales, que declarou o referendo "ilegal", ficaram em casa, segundo correspondentes. Depois da votação, a agência de notícias Reuters reproduziu números da rede privada de televisão ATB, segundo os quais a autonomia teria sido aprovada com mais de 80% dos votos, diante de uma abstenção de 35%. A expectativa era que o pequeno, mas rico, Departamento seguisse o caminho de outros três – Santa Cruz, Beni e Pando – e votasse amplamente pela autonomia. Os quatro Departamentos estão na parte oriental do país, a mais rica da Bolívia, e desejam a autonomia para aumentar seu controle sobre a renda obtida com as suas reservas de gás e petróleo. Os governos desses Departamentos, controlados pela oposição, desafiam os planos do presidente Morales para redistribuição da renda. O referendo de Tarija tem especial importância porque esta região é dona de 85% do gás natural boliviano e porque os líderes autonomistas esperam consolidar o bloco de Departamentos autônomos e suas novas ações contra o governo. Mas o futuro permanece incerto, porque Morales classifica os referendos como ilegais e diz que não aceitará seus resultados. Neste domingo, o porta-voz do governo, Ivan Canelas, voltou a reforçar a posição do palácio presidencial. "Não pode haver um estatuto de autonomia sem modificar a Constituição. Isto não terá nenhuma conseqüência para o futuro", ele afirmou, segundo a agência AFP. No que será uma nova queda-de-braço entre o governo e a oposição, o presidente convocou para agosto um referendo que poderá revogar seu próprio mandato, apenas dois anos e meio após sua chegada ao poder. Se sobreviver à consulta, em compensação, ele deverá ter um mandato ainda mais forte para combater o movimento pela autonomia na região oriental do país. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Mais dois Estados optam por autonomia na Bolívia02 junho, 2008 | BBC Report Bolívia ameaça estatizar exploração de gás19 maio, 2008 | BBC Report Morales convoca referendo sobre revogação de mandatos12 maio, 2008 | BBC Report Após derrota em referendo, Morales pede diálogo05 maio, 2008 | BBC Report Evo Morales diz que referendo em Santa Cruz 'fracassou'05 maio, 2008 | BBC Report Opositores de referendo queimam urnas na Bolívia04 maio, 2008 | BBC Report Tensão aumenta na Bolívia em véspera de referendo03 maio, 2008 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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