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Atualizado às: 16 de março, 2008 - 17h22 GMT (14h22 Brasília)
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Conservadores vencem eleição parlamentar no Irã
Cartazes em Teerã mostram os aiatolás Khamenei (esq.) e o maior de todos, Khomeini (dir.)
Resultado poderia fortalecer líder supremo do Irã, Aiatolá Khamenei
Os candidatos conservadores obtiveram o controle do Parlamento nas eleições gerais iranianas, como esperavam analistas e observadores.

A vantagem foi mais pronunciada na capital, Teerã, vista como estratégica para o controle do Legislativo.

Entretanto, foram eleitos vários conservadores que adotam uma postura crítica em relação ao governo linha-dura do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Os candidatos reformistas conquistaram uma fatia maior de representação, apesar de muitos terem sido barrados pelas autoridades eleitorais iranianas.

Segundo a agência Associated Press, já foram decididas 190 cadeiras de um total de 290 postas em disputa.

Citando a TV estatal e a agência de notícias oficial, IRNA, a AP contabiliza que políticos aliados de Ahmadinejad conquistaram 70 assentos. Os conservadores críticos de Ahmadinejad teriam 43 cadeiras, e os reformistas, 31.

Políticos considerados pela agência como independentes ou de inclinação não-estabelecida somam 42, afirma a AP. O restante das cadeiras é preenchido com indicações das minorias judia, zoroástrica e cristã do Irã.

Disputa

Entre os conservadores críticos de Ahmadinejad está o ex-negociador nuclear iraniano, Ali Larijani, que poderia se tornar o porta-voz do Parlamento.

O correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne diz que uma disputa política entre o novo Legislativo e o governo de Ahmadinejad poderia reforçar o líder supremo iraniano, o Aiatolá Khamenei.

Segundo o repórter, isto significaria uma postura mais dura do Irã no campo da política externa e da tecnologia nuclear.

A relação de Ahmadinejad com o Parlamento deve influir nas eleições presidenciais, que se realizam no ano que vem.

Desde a revolução de 1979, o poder político do Irã está nas mãos dos aiatolás, os maiores líderes religiosos da vertente xiita do islamismo.

A União Européia criticou estas eleições, afirmando que não foram "justas nem livres". Já os Estados Unidos afirmaram que o Irã manipulou o processo, barrando os reformistas.

Quase 40% dos 7.597 candidatos que originalmente se inscreveram foram desqualificados em um sistema que reprovou qualquer um que tivesse um passado considerado inadequado para um parlamentar. A maioria são reformistas.

Ainda assim, o grupo mais moderado pediu à população que comparecesse às urnas nestas eleições, a oitava desde a Revolução Islâmica de 1979.

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