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Guantánamo: Dez sauditas são libertados | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dez detentos da prisão militar americana em Guantánamo foram libertados e voltaram para a Arábia Saudita, de acordo com autoridades dos dois países. O governo saudita irá minimizar qualquer risco representado pelos ex-detentos com um programa para integrá-los à vida civil no país, disseram fontes do Pentágono. Cerca de 275 pessoas continuam na prisão militar, em Cuba, e o Pentágono diz que 60 outros detentos se qualificam para transferência ou libertação. Os Estados Unidos devolveram dezenas de detentos sauditas ao seu país este ano, mas cerca de 12 ainda permanecem na prisão em Cuba. A detenção de cidadãos sauditas abalou as relações entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, que é um importante aliado americano. Australiano O único detento da prisão de Guantánamo condenado por um tribunal militar americano por terrorismo ganhou liberdade em Adelaide, na Austrália, neste sábado. Ele passou cinco anos no centro de detenção de Guantánamo, mas conseguiu fechar um acordo para cumprir o resto da pena na Austrália. O australiano David Hicks foi preso no Afeganistão em 2001 pelas forças americanas acusado de colaborar com as forças do Talebã. Perante o tribunal, ele se declarou culpado de fornecer apoio material ao terrorismo. Durante o processo, ele admitiu ter sido treinado em um campo da al-Qaeda e disse ter conhecido o líder do grupo, Osama Bin Laden. Acordo
No começo do ano, o australiano foi transferido de Guantánamo para a Austrália depois de fechar um acordo com promotores militares dos Estados Unidos. Ele se declarou culpado das acusações e, em troca, ganhou o direito de cumprir o resto da pena na sua cidade natal na Austrália. Hicks, que hoje tem 32 anos, é a primeira pessoa condenada por um tribunal de guerra americano desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Na saída da prisão de alta segurança de Yatala, o pai de Hicks leu uma mensagem do filho agradecendo ao apoio que recebeu de familiares, amigos e de grupos de direitos humanos. Segundo o correspondente da BBC em Sydney Phil Mercer, apesar da liberdade, Hicks ainda precisa cumprir com algumas obrigações, como se apresentar às autoridades três vezes por semana. Hicks também não pode deixar o país ou sair de casa à noite. |
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