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Atualizado às: 18 de dezembro, 2007 - 18h28 GMT (16h28 Brasília)
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BC europeu oferece US$ 500 bi contra crise de crédito
Notas de Euro
Banco Central Europeu injetou quase 349 bilhões de euros
O Banco Central Europeu destinou nesta terça-feira 348,7 bilhões de euros (US$ 502 bilhões) para bancos particulares, a uma taxa de juros abaixo do mercado, para tentar combater a crise de crédito global.

A medida faz parte de um plano que envolve cinco grandes bancos centrais e prevê a liberação de bilhões no mercado para bancos particulares.

O Banco Central britânico também anunciou nesta terça-feira a disponibilização de 10 bilhões de libras (cerca de US$ 20 bilhões) para instituições financeiras. Na segunda-feira, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) já havia oferecido outros US$ 20 bilhões.

Os bancos centrais do Canadá e da Suíça também estão envolvidos no plano, que, no total, deve destinar US$ 600 bilhões para instituições financeiras particulares.

Com o plano, os bancos centrais esperam ajudar uns aos outros a garantir o máximo de liquidez que julgarem necessário para recuperar o mercado interbancário.

Os bancos comerciais ainda terão que fornecer garantias e obedecer a algumas condições para conseguir a ajuda dos bancos centrais.

A disponibilização do dinheiro pelo Banco Central Europeu deve diminuir os temores de problemas de crédito durante o período do Natal, quando os bancos precisam de mais recursos.

Empréstimos

A expectativa é de que as taxas mais baixas de juros tornem os bancos particulares capazes de disponibilizar mais recursos a tarifas mais baixas para empresas e clientes.

A crise internacional de crédito está associada às grandes perdas sofridas por bancos em investimentos ligados ao mercado imobiliário americano.

Os Estados Unidos vivem uma crise no mercado de crédito imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência. Há temores de que muitos consumidores não vão conseguir fazer seus pagamentos e terão que deixar suas casas.

O anúncio do plano, na semana passada, ocorreu em meio a sinais de desaceleração da atividade econômica − a crise no sistema bancário prejudica a confiança dos consumidores e diminui os fundos que as companhias precisam para investir e pagar os salários dos funcionários.

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