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Atualizado às: 16 de agosto, 2007 - 18h32 GMT (15h32 Brasília)
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Enchentes matam mais de 220 na Coréia do Norte
Moradores do sul da capital tentam consertar estrada inundada
Destruição das estradas dificulta ajuda às vítimas
Mais de 220 pessoas morreram e pelo menos 80 ainda estão desaparecidas em meio às grandes enchentes que vêm atingindo a Coréia do Norte, segundo informações da Cruz Vermelha.

A província de Kangwon foi a mais afetada, com 181 mortes confirmadas, segundo Terje Lysholm da Federação Internacional da Cruz Vermelha.

Agências de ajuda estão trabalhando em conjunto com o governo de Pyongyang para reunir suprimentos de emergência para os milhares de atingidos.

Mas os cortes de energia elétrica e estradas obstruídas estão complicando os esforços de resgate e ajuda.

As enchentes dos últimos dias deixaram até 300 mil pessoas desabrigadas e destruíram um décimo das terras cultiváveis da Coréia do Norte, segundo informações divulgadas pelo governo do país na quarta-feira.

Equipes internacionais de ajuda estão avaliando as quatro províncias mais afetadas e afirmam que os danos são grandes.

Sem comunicação

Em apenas um condado, perto da fronteira com a Coréia do Sul, cerca de 4,5 mil casas foram completamente destruídas, afetando 18 mil pessoas, disse Lysholm à BBC.

"É difícil dizer quantas pessoas ainda estão completamente sem abrigo agora, pois linhas de comunicação foram interrompidas", disse.

Equipes da Cruz Vermelha e de outras agências estão tentando entregar mais de 20 mil barracas, kits de cozinha, cobertores e pastilhas para purificação de água para as áreas mais afetadas.

Terje Lysholm afirmou que equipes de avaliação confirmaram números de 221 mortos e 82 desaparecidos nas províncias de Kangwon, Hwanghae do Norte, Pyongan do Sul e Hamgyong do Sul, todas ao sul do país.

Mas acredita-se que o número de mortos possa aumentar. Nas enchentes de 2006, que afetaram uma área menor, pelo menos 500 pessoas morreram, apesar de o número exato de mortos nunca ter sido divulgado pelo governo.

Agências internacionais e governos também estão esperando que as autoridades da Coréia do Norte informem o que é necessário em termos de envio de alimentos para o país.

Segundo Michael Dunford, do Programa de Alimentação da ONU em Pyongyang, a agência já dispõe de estoques de alimentos no país para uso em emergências e está apenas aguardando o governo norte-coreano concluir suas avaliações para enviá-los.

A Coréia do Sul, importante país doador para o vizinho pobre, já ofereceu assistência humanitária.

Japão e Estados Unidos estariam analisando que tipo de ajuda poderiam enviar.

Pyongyang fez um raro pedido por ajuda internacional depois de anunciar na segunda-feira que as tempestades que atingem o país desde o dia 7 de agosto causaram "enormes danos humanos e materiais".

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