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Após vitória, premiê turco promete respeitar secularismo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, cujo partido, Justiça e Desenvolvimento (AK), venceu as eleições antecipadas realizadas no domingo, prometeu, em discurso após a confirmação da vitória, respeitar a Constituição secular do país. Os resultados preliminares indicaram que o partido venceu as eleições com 47% dos votos. A questão do secularismo era uma das principais razões da crise política que haviam levado à convocação das eleições antecipadas. O pleito foi convocado para tentar resolver um impasse envolvendo as tendências islâmica e secular, após seguidas tentativas - fracassadas - do Parlamento de eleger um novo presidente. Os partidos laicos e as poderosas Forças Armadas conseguiram impedir a eleição de um muçulmano praticante, o ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, que contava com o apoio do governo. O AK, partido moderado de tendência islâmica no poder desde 2002, afirma respeitar os princípios do secularismo previstos pela Constituição, mas os opositores acusam a agremiação de ter um suposto projeto islâmico. Cerca de 42 milhões de pessoas estiveram aptas a votar neste domingo. Autoridades eleitorais disseram que o comparecimento às urnas foi muito alto. Em seu discurso, o primeiro-ministro disse que continuaria perseguindo o objetivo de trabalhar para que a Turquia possa no futuro fazer parte da União Européia (UE). Erdogan disse também que continuaria a promover "reformas democráticas e econômicas". Uma das propostas é a reforma constitucional que incluiria a eleição direta para a Presidência - um mecanismo que provavelmente teria permitido que o indicado do primeiro-ministro se tornasse presidente, a avaliar pelos números deste domingo. Uma das primeiras tarefas do novo Parlamento será justamente decidir como será escolhido o novo presidente. A oposição rejeita a proposta de eleições diretas para o cargo. Apesar da vitória por ampla margem, o AK não conseguirá os dois terços dos votos necessários para aprovar seu candidato presidencial sem depender da oposição. Dirigindo-se a uma multidão que levava bandeiras turcas e cartazes de apoio ao premiê, Erdogan disse que fará um governo de união nacional e que trabalhará para todo o povo turco. “A votação mostrou o nível de maturidade que nossa democracia alcançou", ele disse a uma multidão que o escutava. "Nossa democracia passou por um teste muito importante." "Não importa para quem você votou. Respeitaremos suas escolhas. Para nós, as diferenças são parte da democracia pluralista. É nossa responsabilidade proteger esta riqueza", afirmou o primeiro-ministro. |
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