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Atualizado às: 19 de julho, 2007 - 15h42 GMT (12h42 Brasília)
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Rússia expulsa quatro diplomatas britânicos
Andrei Lugovoi, acusado de envolvimento na morte de ex-expião
Lugovoi nega envolvimento na morte de ex-expião russo
A Rússia decidiu expulsar quatro diplomatas britânicos, em um acirramento da disputa em torno da recusa de Moscou em extraditar o principal suspeito pelo assassinato do ex-espião russo Alexander Litvinenko, ocorrido em Londres.

Pivô da disputa, Andrei Lugovoi é acusado de ter tido participação no homicídio do também ex-espião russo Alexander Litvinenko, que morreu na capital britânica em novembro passado depois de ter sido envenenado com o elemento radioativo polônio-210.

Na segunda-feira, o governo britânico havia determinado a expulsão de quatro diplomatas russos.

Pela decisão russa, anunciada pelo porta-voz do Ministério do Exterior russo, Mikhail Kamynin, os diplomatas devem deixar o país em dez dias.

Kamyin disse ainda que ficam suspensas a cooperação em assuntos de segurança entre os dois países e a concessão de vistos a funcionários do governo britânico - medidas também tomadas pela Grã-Bretanha.

O governo russo havia advertido a Grã-Bretanha de que a expulsão dos diplomatas teria "graves conseqüências". Apesar do tom duro no discurso, no entanto, o especialista em diplomacia internacional da BBC Jonathan Marcus afirma que Moscou se limitou a espelhar as medidas adotadas pela Grã-Bretanha, no que seria um claro sinal de que não pretende escalar as tensões.

'Contínua decepção'

Ainda nesta quinta-feira, o Ministério do Exterior russo chamou o embaixador da Grã-Bretanha em Moscou, Tony Brenton, para dar "certas mensagens" que deveriam a ser repassadas à chancelaria britânica.

Brenton disse que deixou claro durante o encontro a "contínua decepção" do governo britânico com a reação russa ao pedido de extradição de Lugovoi e a "contínua esperança" de que a Rússia "encontre uma forma de cooperar".

A morte de Alexander Litvinenko, aos 43 anos, provocou grande preocupação em Londres, onde locais freqüentados pelo ex-espião antes de morrer tiveram que ser testados para detectar a presença de radioatividade, e estremeceu as relações diplomáticas entre Rússia e Grã-Bretanha.

Vestígios da substância radioativa que teria causado a morte de Litvinenko foram encontrados em diversos locais frequentados por Lugovoi.

Antes de morrer, o ex-espião escreveu uma carta em que acusava o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por trás de sua morte. O governo russo sempre negou a alegação.

Lugovoi, por sua vez, também nega as acusações de que envenenou Litvinenko.

Uma convenção assinada em 1957 garante aos russos o direito de se recusar a extraditar um cidadão do país.

A Grã-Bretanha tem o direito de pedir que Lugovoi seja julgado na Rússia, mas o diretor da Promotoria Pública, Ken Macdonald, já indicou que isso não vai ocorrer.

O analista da BBC Jonathan Marcus diz que a disputa em torno da extradição de Lugovoi mostra como Moscou se incomoda com as constantes acusações de autoritarismo por parte de países ocidentais.

Para Marcus, a questão de fundo nesta e em outras polêmicas envolvendo a Rússia e o Ocidente é que, mais de dez anos após o fim da Guerra Fria, os dois lados ainda não conseguiram estabelecer um relacionamento mutuamente aceitável.

Alexander LitvinenkoAnálise
Pedido de extradição gera tensão Rússia-Grã-Bretanha.
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