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Atualizado às: 16 de julho, 2007 - 16h32 GMT (13h32 Brasília)
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Grã-Bretanha expulsa quatro diplomatas russos
Alexander Litivinenko, o ex-espião russo que morreu envenenado em Londres em novembro do ano passado
Litvinenko morreu em Londres em novembro do ano passado
O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, David Miliband, anunciou nesta segunda-feira que o país está expulsando quatro diplomatas russos em resposta à recusa das autoridades de Moscou em extraditar o ex-espião Andrei Lugovoi, o principal suspeito em um caso de assassinato.

Lugovoi é acusado de ter tido participação no homicídio do também ex-espião russo Alexander Litvinenko, que morreu em Londres em novembro passado depois de ter sido envenenado com polônio-210, um elemento radioativo.

O Ministério do Exterior britânico não divulgou o nome dos diplomatas, mas a BBC apurou que eles trabalham na área de inteligência.

Diante do Parlamento, Miliband ressaltou que é necessário mandar um sinal "claro e proporcional" à Rússia sobre a seriedade com a qual a Grã-Bretanha encara as acusações contra Lugovoi.

Vistos

"Em primeiro lugar, vamos expulsar quatro diplomatas da embaixada russa em Londres", disse o ministro. "Em segundo, devemos rever a extensão de nossa cooperação com a Rússia em várias áreas e, como passo inicial, suspender negociações para facilitar vistos e fazer outras mudanças relacionadas a vistos."

O ministro também ressaltou que há acordos internacionais que determinam que Lugovoi possa ser extraditado para a Grã-Bretanha caso deixe a Rússia.

Lugovoi nega as acusações de que envenenou Litvinenko.

Uma convenção assinada em 1957 garante aos russos o direito de se recusar a extraditar um cidadão do país.

Miliband disse, no entanto, que a decisão russa no caso é "extremamente decepcionante" e que tanto a ONU como a União Européia estão preocupados com o fato de que a Rússia aparentemente está aplicando a convenção de acordo com seus próprios interesses.

A morte de Alexander Litvinenko, aos 43 anos, provocou grande preocupação em Londres, onde locais freqüentados pelo ex-espião antes de morrer tiveram que ser testados para detectar a presença de radioatividade, e estremeceu as relações diplomáticas entre Rússia e Grã-Bretanha.

Antes de morrer, o ex-espião escreveu uma carta em que culpava o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por trás de sua morte. O governo russo sempre negou a alegação.

No mês passado, o procurador-geral russo, Yuri Chayka, disse que a extradição de Lugovoi para a Grã-Bretanha está "fora de questão" por violar a Constituição russa. O próprio Putin descreveu o pedido de extradição como "tolo".

Alexander LitvinenkoAnálise
Pedido de extradição gera tensão Rússia-Grã-Bretanha.
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