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Grã-Bretanha condena à prisão membros de 'célula da Al-Qaeda' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Sete homens foram condenados a até 26 anos de prisão por envolvimento em um plano, com a participação da Al-Qaeda, para matar milhares de pessoas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. O grupo foi acusado de ser uma "célula inativa" liderada por Dhiren Barot, que já havia sido condenado à prisão perpétua por planejar ataques sincronizados na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Barot teria planejado ataques que incluíam a explosão de um túnel do metrô de Londres com uma bomba "suja" (com substâncias radioativas) e a utilização de limusines carregadas de explosivos. Seis dos homens admitiram conspiração para causar explosões e um sétimo foi considerado culpado de conspiração para assassinato. Vigilância No plano descoberto pela polícia britânica, os homens tiveram um papel de apoio a Barot. Promotores afirmam que Barot apresentou seus planos detalhados para membros importantes da Al-Qaeda no Paquistão. Ele teria submetido pedidos detalhados de verbas e dizia que a campanha iria beneficiar a causa dos militantes radicais islâmicos. Barot, um hindu que se converteu ao islamismo, planejava encher limusines com cilindros de gás e detonar os veículos em estacionamentos subterrâneos perto de instituições financeiras. Ele também planejava espalhar radiação com uma bomba suja, usando um caminhão-tanque com combustível, além de um ataque contra a rede de trens ou metrô de Londres, incluindo uma explosão em um trem do metrô em um túnel debaixo do rio Tâmisa. Nos Estados Unidos, além do Banco Mundial e do FMI, a sede da Bolsa de Valores de Nova York, a sede do grupo Citigroup e o edifício Prudential em Newark, Nova Jersey, também seriam alvos de seus ataques. Participação Na Grã-Bretanha, os sete homens teriam sido cruciais para Barot ir em frente com os planos em 2004, trabalhando como mensageiros, motoristas e tomando medidas contra a vigilância da polícia em uma tentativa de desviar a atenção das autoridades. Barot delegou partes importantes de seu plano para outros membros de sua equipe e utilizava suas habilidades na falsificação de documentos de identidade. Os homens admitiram que tiveram participação principalmente nos planos para ataques na Grã-Bretanha. Mohammed Naveed Bhatti, 27 anos, de Londres, foi condenado a 20 anos de prisão. Junade Feroze, 31, foi condenado a 22 anos. Zia Ul Haq, 28, também de Londres, foi condenado a 18 anos. A maior pena foi para Abdul Aziz Jalil, de Luton, condenado a 26 anos. Omar Abdur Rehman foi condenado a 15 anos e Nadeem Tarmohamed, a 20 anos. Qaisar Shaffi foi sentenciado a 15 anos. Atuação Bhatti teria usado seus conhecimentos em engenharia para pesquisar como as bombas poderiam funcionar. Feroze trabalhava como motorista, tomava as medidas contra a vigilância da polícia e pesquisava peças para bomba em catálogos. Ul Haq tinha formação em arquitetura e trabalhava como "consultor" para estudar a melhor forma de demolir prédios. Jalil alugou um abrigo para os homens e pesquisou a respeito de radioatividade. Rehman teria estudado como desativar segurança eletrônica e sistemas de controle de incêndio. Shaffi foi o único a alegar inocência. Ele teria se encontrado com Barot em uma viagem de reconhecimento aos Estados Unidos e teria sido substituído por Tarmohamed, já em solo americano, por ter ficado doente. "O resultado deste julgamento mostra mais uma vez a extensão da ameaça grave e real de terrorismo que a Grã-Bretanha enfrenta", disse o ministro da Justiça britânico, John Reid. |
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