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Chávez ameaça nacionalizar bancos e siderúrgica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou nesta quinta-feira assumir o controle dos bancos privados e da maior siderúrgica do país. Chávez disse que os monopólios não são permitidos no socialismo, mas afirmou que não irá seguir adiante nessas nacionalizações caso as empresas comecem a trabalhar pelo "interesse nacional". Segundo o presidente venezuelano, os bancos deveriam fazer dos empréstimos domésticos uma prioridade, enquanto a siderúrgica Ternium-Sidor deveria abastecer o mercado interno com produtos baratos. "Os bancos privados devem dar prioridade ao financiamento dos setores industriais da Venezuela a um custo baixo", disse Chávez. O presidente afirmou que, caso os bancos não concordem com essa prioridade, seria melhor que fossem nacionalizados, para que passassem a "trabalhar para o desenvolvimento do país, em vez de especular e obter altos lucros". No entanto, segundo correspondentes, não ficou claro se Chávez se referia aos bancos venezuelanos ou aos grupos estrangeiros que atuam no país. A ameaça de Chávez foi feita dois dias depois de o governo venezuelano assumir o controle os campos da Faixa Petrolífera do Orinoco, que ainda eram operados por empresas transnacionais. Desde janeiro, quando foi reeleito para a Presidência com ampla maioria, Chávez iniciou uma ampliação das nacionalizações na Venezuela. Além das refinarias de petróleo, as nacionalizações incluem também a maior empresa de telecomunicações do país, a CANTV e o setor de energia. Expulsão O governo já ameaçou expulsar a empresa norte-americana Conoco-Phillips caso ela se recuse a aceitar a nacionalização de seus investimentos multibilionários na Venezuela. O ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramirez, disse que a única opão da empresa americana é aceitar os termos da nacionalização de seus campos de petróleo. A Conoco-Phillips é a única das grandes companhias transnacionais que se recusou a aceitar as condições da nacionalização da faixa do Orinoco. O governo continua negociando com as outras empresas a respeito das compensações que elas deverão receber. As empresas esperam manter uma participação minoritária nos campos da faixa do Orinoco - considerada uma das maiores reservas petrolíferas do mundo. |
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